<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301</id><updated>2012-01-22T23:43:55.750-02:00</updated><category term='politica israelense parte 1'/><category term='judeus na Africa parte I'/><category term='gaza'/><category term='Em defesa de Israel'/><category term='direitos humanos'/><category term='Marranismo'/><category term='fierj'/><category term='sabedoria judaica'/><category term='Tempo de mudanças hoje ou eternamente amanhã'/><category term='beta Israel'/><title type='text'>M.O.I.S.H.E.-H.E.S.S.</title><subtitle type='html'>Socialismo Judaico em Tempo Real.

Direitos Humanos, Sionismo, Redistribuiçao de Renda, Mística Judaica, Legado Cultural, Materialismo Dialético, Senso de Humor Mordaz e Sardônico, Questões Existenciais, Esquerda Heterodoxa, Fraternidade e Amor, Literatura, Identidade Judaica, Reconfiguração da Divisão Social do Trabalho, Coexistência, Afeto, Poesia, Denúncia, Republicanismo, Misticismo, Embasamento Filosófico, Ética, Espiritualidade</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Israel Herzog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12894051326033144707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-2392035746029909661</id><published>2009-03-07T10:39:00.000-03:00</published><updated>2009-03-07T10:40:45.413-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica israelense parte 1'/><title type='text'>Eleições Israelenses -Pragmatismo Pluralismo e perspectivas</title><content type='html'>Israel, sempre Israel!Chaim am Israel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reescritura do artigo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eleições Israelenses -Pragmatismo Pluralismo e perspectivas &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vidasmarranas.blogspot.com/2009/02/eleicoes-israelenses-pragmatismo.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://vidasmarranas.blogspot.com/ &lt;br /&gt;http://moishe- hess.blogspot. com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar dos resultados das atuais eleições israelenses traz a tona uma serie de comparações pragmáticas de boa parte do eleitorado israelense, bem como da guinada a um centrismo ideológico do maior partido de esquerda israelense, o HaAvodá.Restou pouco para dizer o que seja esquerda progressista israelense embora no campo de articulações uma oposição a um governo de  direita leve a um rearranjo de pensamentos progressistas e com maiores ações em relações a questões sócias de suas bases eleitorais. Mas nada é tão simples para como fazem os duros críticos a Israel, vincularem com adjetivos ridículos os resultados como ' de uma crescente fascista' israeli. E veremos por que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a partidos como o Shas- religioso e sefarad, o Comunista israelense , Hadash,no qual muitos afiliados também são árabes israelenses,Meretz –Yachad , da esquerda (resumido agora a três cadeiras) e alguns muitos partidos minúsculos ou curiosos como os que defendem a legalização da maconha, religiosos ortodoxos de esquerda, dos aposentados, tivemos por fim a vitoria do Kadima, com ínfima vantagem sobre o direitista Likud de Benjamin Netaniahu. Todavia, ainda assim ,sob excelsas criticas de analistas do Haaretz e intelectuais da esquerda israelense, vale frisar que por maiores problemas que Israel possa ter, sua democracia tem de ser defendida, bem como que, apesar da Direita sair vitoriosa, há receios do eleitorado que votou a favor do Kadima, em relação ao Israel Beitenu de extrema direita nacionalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma vez mais, embora enfraquecido do ponto de vista de obter cadeiras no Knesset, o Haavoda estará como sempre na lista de partidos de Coalizão.Ao menos é o que se espera ,por que analisar eleições em Israel não pode se resumir ao embate histórico entre Direita e Esquerda, mas sim, a própria vitalidade que há desta dinâmica para com a política externa israelense,a necessidade de sobreviver em meio a crises e ameaças constantes.Isto por que no mais Israel é um pequeno pais, cercado de temores, a medida que, não cabe ocultar possíveis excessos, mas também frisar a legitimidade de sua existência , o direito de pais ,lar para o povo judeu, e por assim constante interesse para solucionar uma questão a qual não apenas depende do esforço e conversação dos israelenses. Não apenas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a vitória apertada do Kadima, a chance de o partido de Livni formar uma coalizão&lt;br /&gt;de união nacional é alta. Isto garantiria a formação de um governo de centro-direita liderado por Bibi e que teria grandes dificuldades em controlar uma coalizão direitista englobando partidos seculares e religiosos. Se esse for o caso, nos assuntos relacionados aos palestinos, e talvez tenderá a favorecer relações próximas com a Jordânia, com vistas a estabilizar ao máximo a situação política interna e provocar uma pronunciada melhora na economia palestina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O partido Israel Beiteinu ("Israel é nosso lar") obteve 15 das 120 cadeiras do Parlamento, atrás do governista Kadima, que conseguiu 28 assentos e do Likud, com 27superando também o Partido Trabalhista,HaAvoda, fundador do Estado de Israel, que ficou com 13 cadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, toda a atenção se voltou para Ivet (Lieberman) que poderá definir quem será o próximo primeiro-ministro de Israel e qual será a linha política da nova coalizão governamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao HaAvodá, que já teve David Ben Gurion no comando,podemos observar que vem perdendo espaço desde o final da década de 1960. O declínio se acelerou sob o governo de Ehud Barak, que, além de não resolver os problemas com os palestinos, vem sendo investigado pela polícia israelense por um suposto caso de corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande icone da esquerda ideologica,o trabalhismo estabeleceu os acordos provisórios de paz com os palestinos na década de 1990, sob a liderança de Yitzhak Rabin, assassinado em 1995 por um nacionalista Igal Amir, e Shimon Peres, hoje presidente de Israel (um cargo protocolar). Vale ressaltar que em Israel o que vigora é o parlamentarismo – o premiê é quem tem o principal cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância da esquerda israelense sempre marcou o espaço de disputas do pais. Anterior a criação do próprio estado,sua ideologia já marcante através da presença dos kibutzim,que nos serve como exemplo da montagem de um Estado não pautado sob uma ótica colonialista como ousam criticar a formação de Israel. Alias, Israel foi o pais que exemplarmente ainda quando recém formado fez questão de controlar ou mesmo aprisionar seus radicais, tais como fez com os grupos Stern e Irgun. Do operariado das primeiras décadas do séc XX ao governo de Golda Meir, passando por inúmeras crises e guerras , pautou-se em lutar por um modelo de bem estar, mais humano , mais participativo .inclusivo e distributivo, e que harmonizasse com os valores judaicos de justiça e bem estar social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente a esquerda disputou com Barak as eleições. Primeiro-ministro em 1999-2001, Barak retirou as tropas israelenses do sul do Líbano e estabeleceu um diálogo, sem sucesso, com a Síria e os palestinos. O erro foi a própria incursão pois o desgaste com a própria opinião interna foi ainda maior do que quando pressionavam o a tal ação.E ai começa a chave da questão do 'fracasso' nas urnas.Muitos especialistas apontam que o eleitorado entendeu que o problema do partido trabalhista israelense deriva da inadequação de Barak para a liderança de um partido esquerdista. Seria o fato de que a política dos trabalhistas está impopular porque tem o líder errado,uma vez que as inclinações de Barak são centristas demais para um partido à esquerda do centro. "Talvez ele devesse estar no Kadima ou no Likud", alfinetou um cientista politico israeli .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Israel Beiteinu de Lieberman tinha apenas 4 cadeiras no Parlamento quando foi fundado, em 1999. Com os resultados apertados e um intenso jogo de barganha política em andamento para a formação de um governo , as análises agora recaem sobre como uma maioria de direita no parlamento israelense.A grande dúvida é se o partido centrista Kadima ,da chanceler Tzipi Livni, aceitaria deixar o posto de premiê para Bibi *Byniamin Netaniahu, que possui melhores chances de formar uma coalizão com a ultra-direita e com partidos religiosos. A guinada à direita na distribuição de assentos do Knesset, segundo Pinhas Inbari -pesquisador político israelense, jornalista e especialista em assuntos árabe palestinos da Universidade Hebraica de Jerusalém, agrada os governos árabes e pode representar uma ameaça ao Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pode parecer paradoxal, mas os árabes preferem uma coalizão de direita. Por um lado, eles calculam que um governo de direita pioraria a imagem israelense no exterior, enfraquecendo as posições de Israel em suas relações internacionais. Por outro, crêem que um governo direitista não necessariamente agiria em coordenação com os EUA e poderia optar por atacar as instalações nucleares do Irã, o que seria um alívio para muitos governantes árabes", explica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, é justamente no plano iraniano que diz poder haver maior probabilidade de uma alteração política. Um governo liderado por Tzipi Livni, ou que inclua o Kadima e a mantenha no posto de ministra das Relações Exteriores, tende a privilegiar a via diplomática e uma estreita coordenação com os americanos. Já um governo que inclua a extrema direita de Avigdor Liberman tem maior propensão a ignorar a posição dos EUA e pode atacar o Irã de forma isolada. O pesquisador afirma que mesmo se isso ocorrer, o Irã ainda pensará duas vezes antes de revidar o ataque de Israel. "Não é do interesse deles, mesmo que tenham seus reatores nucleares destruídos, travar uma guerra. O Irã depende de seus campos de petróleo, que são extremamente vulneráveis. Qualquer ataque a estes campos arrasaria a economia iraniana por décadas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inbari diz ainda que o novo governo não deve resultar em alterações quanto à questão síria. A questão das colinas do Golan,ocupadas por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, é relativamente simples de ser resolvida, porque para a Síria, o retorno do território é muito mais simbólico do que estratégico, já que os equipamentos militares atuais superaram a vantagem que a altitude da região representava algumas décadas atrás. Pinhas Inbari diz que para a Síria, recuperar a influência no Líbano tem um peso muito maior do que reaver o Golan. "O Líbano representa efetivamente prestígio e poder político, militar e de barganha para a Síria. E para alcançar isto há que ocorrer um estreitamento das relações da Síria com o Irã, o Hezbollah e o Hamas. Para a Síria seria muito pouco interessante obter de volta o Golan em detrimento destas relações e de sua influência nos assuntos libaneses".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Fatah ,ele crê na ascensão do Fatah em detrimento ao Hamas, que já está desgastado após a última guerra em Gaza". Já sobre os EUA este tem muitas preocupações em relação ao Oriente Médio e, por agora, é melhor uma ação coordenada que estabilize a ANP e reprima grupos extremistas e terroristas, gerando uma possibilidade real de negociação de paz".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-2392035746029909661?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/2392035746029909661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=2392035746029909661&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/2392035746029909661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/2392035746029909661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2009/03/eleicoes-israelenses-pragmatismo.html' title='Eleições Israelenses -Pragmatismo Pluralismo e perspectivas'/><author><name>נחמיה יצחק</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13430110130509239098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3PownA9KZM8/STlnPhFSDSI/AAAAAAAAAYM/ZVnRJyrZmpQ/S220/arquivos+19+dez+2007+319.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-5322467515651139889</id><published>2009-03-03T22:54:00.004-03:00</published><updated>2009-03-07T10:43:54.564-03:00</updated><title type='text'>Amoz Oz entrevistado pela Rede  Al Jazeera</title><content type='html'>O &lt;strong&gt;Amoz Oz&lt;/strong&gt; sempre surpreende e não é novidade. O autor de inúmeros romances famosos como&lt;strong&gt; ‘O Mesmo Mar’&lt;/strong&gt;, ‘&lt;strong&gt;Caixa Preta’ &lt;/strong&gt;e a analise de conflitos ‘&lt;strong&gt;Contra o Fanatismo’ &lt;/strong&gt;,não é um símbolo do pensamento progressista israelense por menos. Dono de uma invejável polidez,mas sem papas na língua, sempre sofisticado e com criticas contundentes, outra vez mostra o quanto que a sociedade israelense, diferente da imagem com a qual a comunidade em exílio mostra, é bem e em muito diversificada. Amoz Oz, que foi a favor da incursão em Gaza, a ultima, quando houve a necessidade de o governo israelense mostrar o seu poder perante as constantes ameaças pelos mísseis vindo de Gaza e que atingiam cidades do sul de Israel , nada mais que por oito ininterruptos anos, Amoz Oz também foi dos primeiros a ter ressalvas com a forma de defender-se , mas sem cometer exageros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo perdido um filho no conflito penúltimo contra o Hezbolah no sul do Libano, patriota, mas consciente de que a paz não pode vir pela troca mutua de tiros e apontarias contra militantes terroristas , mas que atingem também civis, mais uma vez mostrou que a paz , possível ,mas não fácil de ser alcançada, é um alvo que só poderá ser alcançado por muita mediação e ambas as partes cedendo em pontos intragáveis, mas necessários.Para ele são dois vizinhos que estão obrigados a criarem uma boa cerca, cada qual com sua terra,por que ambos estão ali e não retrocederam.Daí sua metáfora que a paz pretendida não virá como que por um casamento, mas sim, por um processo de divórcio, em que os conjuges aprenderão a ter de partilhar a casa.Cada qual com sua parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por assim,Amoz Oz acabou por ser o convidado da emissora Al Jazeera. Sim a mesma alcunhada de mostrar o mundo árabe e também 'porta voz' dos grupos terroristas, como assim a mídia ocidental costumeiramente a denomina. Mas como a entrevista feita a Oz, vemos que a 'emissora do mundo árabe' tenta seguir uma linha do jornalismo ocidental, com programações comuns como a do mundo ocidentalizado. Nem melhor , nem pior, mas enfim acertaram: Ao trazerem Amoz Oz e ao mesmo tempo mostrarem o 'mundo árabe' torna-se porta voz de um mundo em que as nuances talvez não possa ser captado pelas objetivas e lentes 'ocidentais'. Assim sendo pela primeira vez uma voz em hebraico ecoou pela Tv ‘árabe’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como neste artigo da jornalista Letícia, que foi postado no Observatório da Imprensa. Neste mostra que a emissora de TV al-Jazeera cultivou, por anos, a fama de porta-voz da al-Qaeda. O canal tornou-se conhecido no Ocidente após os atentados de 11 de Setembro, quando exibiu vídeos de Osama Bin Laden e passou a ser vista como palco de propaganda terrorista. Com sede em Doha, no Catar, a al-Jazeera queria mudar de imagem e, ainda que continuasse como uma voz relevante para a comunidade árabe, tornar-se também uma alternativa informativa válida para o Ocidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, os vídeos de Bin Laden foram engavetados. O espaço para discussão, em contrapartida, foi ampliado: pela primeira vez, ouviu-se um judeu israelense falar hebraico em um canal árabe. Ali, para o desespero de líderes conservadores, discute-se religião, política e guerra. Para aumentar ainda mais seu alcance, a Al Jazeera criou uma emissora em inglês, transmitida para mais de cem países. Recentemente, foi lançado um site intitulado I Want al-Jazeera (algo como "Eu quero al-Jazira") para dissipar mitos e esclarecer contradições sobre o canal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos programas que ajudam a desfazer a imagem de associação com o fanatismo é o Riz Khan Show, exibido ao vivo com a participação do público, que interage com os entrevistados por telefone, SMS ou internet. Riz Khan é um experiente jornalista nascido no Iêmen do Sul e criado na Inglaterra, que já trabalhou para emissoras como BBC e CNN e tem o sotaque britânico na conta certa e a destreza necessária para conduzir bem sucedidas entrevistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas, exibida há duas semanas (quarta-feira, 18/2), merece destaque. Khan entrevistou o escritor israelense Amós Oz, que, por pouco mais de 20 minutos, foi direto e preciso em questões sobre o conflito israelense-palestino. Oz quase não sorri e relaxa apenas em alguns breves momentos: quando um telespectador, por telefone, desculpa-se por não ter o inglês tão bom, o escritor, brincando, responde que também não tem. Ainda assim, a dureza na expressão de Oz não passa antipatia ou insensibilidade; serve de moldura para o tema tão complexo de que fala com tanto conhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Divórcio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor defende a solução de dois Estados para que israelenses e palestinos possam viver em sociedade. Ele não compara a solução a uma lua de mel, mas a um divórcio. "Os palestinos não vão a lugar nenhum. Estão na Palestina para ficar na Palestina, com razão. Os israelenses estão em Israel e também não vão a lugar nenhum, com razão. Eles não podem se tornar uma família feliz porque não o são, não são felizes e não são nem ao menos uma família, são duas famílias", afirma. "Isso não é sobre se apaixonar e sair em lua de mel, é sobre um doloroso e talvez conturbado divórcio, e com certeza um divórcio curioso, pois as duas partes vão continuar a morar na mesma casa e terão que decidir quem fica com cada quarto e, como o apartamento é pequeno, as arrumações terão que ser feitas entre a cozinha e o banheiro. Isso vai ser complicado, mas é preferível à situação atual de opressão israelense e terrorismo palestino." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Khan faz a mais básica das perguntas sobre o assunto: Oz acredita, com base em tudo que já viu e vivenciou, que é possível ser otimista de que um dia vá haver paz no Oriente Médio? Sim, responde o escritor. "Eu sei que, hoje, há mais palestinos pronunciando a palavra `Israel´, que por muitos anos eles se recusavam a dizer, e hoje muitos israelenses pronunciam a palavra `Palestina´, que por muitos anos também se recusavam a dizer. Por isso eu acho que, lá no fundo de toda a animosidade e ódio, há a constatação de que não há alternativa a não ser um difícil compromisso entre as duas partes, e eu acredito que este compromisso tem como se estabelecer." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=527JDB008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-5322467515651139889?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/5322467515651139889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=5322467515651139889&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/5322467515651139889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/5322467515651139889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2009/03/amoz-oz-entrevistado-pela-rede-al.html' title='Amoz Oz entrevistado pela Rede  Al Jazeera'/><author><name>נחמיה יצחק</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13430110130509239098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3PownA9KZM8/STlnPhFSDSI/AAAAAAAAAYM/ZVnRJyrZmpQ/S220/arquivos+19+dez+2007+319.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-2936510064130900944</id><published>2009-01-05T19:57:00.007-02:00</published><updated>2009-01-05T21:32:25.934-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em defesa de Israel'/><title type='text'>Sobre Tzahal versus Hamas -GAZA</title><content type='html'>Sobre o conflito- com o jornalista Henry Galsky ,acessem : &lt;a href="http://cartaecronica.blogspot.com/2009/01/israel-em-luta-com-o-ir-e-hamas-busca.html"&gt;http://cartaecronica.blogspot.com/2009/01/israel-em-luta-com-o-ir-e-hamas-busca.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Opiniões ...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O momento é dificil.Vitimas de um lado,vitimas do outro, Qassans que não cessam, acusações de outro, ânimos acirrados e a o antijudaismo transvertido de antisionismo saindo da hibernação. E tudo então se soma ao barril de polvora. Lamentaveis são as generalizações e as formas de reducionismo .E as formas a quais fazem de atearem fogo atráves de pechas ,estereotipizações e o velho senso comum.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abaixo o parecer em Defesa da ação das IDF afim de neutralizar o Hamas e seu reinado no 'Hamastão',isto é GAZA. Em seguida notas oficiais da ASA (Ass.Scholeim Aleichem) por conta do enorme desgaste politico a Israel e o posicionamento da opinião pública e inumeras ilaçoes antijudaicas à solta ...E por fim, a nota oficial da Conib quanto ao que acontece em Gaza.Arquivos dispostos antes do ultimo shabath no &lt;a href="http://www.vidasmarranas.blogspot/"&gt;&lt;em&gt;http://www.vidasmarranas.blogspot&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No mais é muito fácil trazer para terras tupis o conflitom então uma frase bem curta aos radicais:se não quiser ajudar, não atrapalhe! Basta de reproduzir sem pensar antes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sejamos cômicos ,tampouco torpes (e racistas!)para cunhar sionismo do pior adjetivo só para dizer- se 'verdadeiro humanista'. Por outro não é preciso ser estúpido e ignorante e clássico elitista para marginalizar movimentos por direitos civis como os que existem na America Latina e colocar num mesmo balaio de gatos ,lado a lado de terroristas que tomam civis como escudo em suas operações lá no Hamastão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shalom!&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Sionismo não é nazismo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chai am Israel.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Publicado no Jornal "O Estado de São Paulo" neste 05/01/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jurista diz que invasão da Faixa de Gaza é necessária e que Israel defende seu direitos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ação militar israelense é legítima &lt;/strong&gt;por Alan M. Dershowitz*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação militar israelense em Gaza é totalmente justificada de acordo com o direito internacional, e Israel deveria ser elogiado por seus atos de defesa contra o terrorismo internacional. O Artigo 51 da Carta da ONU reserva às nações o direito de agir em defesa própria contra ataques armados. A única limitação é a obediência ao princípio de proporcionalidade. As ações de Israel certamente atendem a esse princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Barack Obama visitou a cidade de Sderot no ano passado viu as mesmas coisas que eu vi em minha visita de março. Nos últimos quatro anos, terroristas palestinos dispararam mais de 2 mil foguetes contra essa área civil, na qual moram, na maior parte, pessoas pobres e trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os foguetes destinam-se a fazer o máximo de vítimas civis. Alguns por pouco não acertaram pátios de escolas, creches e hospitais, mas outros atingiram seus alvos, matando mais de uma dúzia de civis desde 2001. Esses foguetes lançados contra alvos civis também feriram e traumatizaram inúmeras crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os habitantes de Sderot têm 15 segundos, desde o lançamento de um foguete, para correrem até um abrigo. A regra é que todo mundo esteja sempre a 15 segundos de um abrigo. Os abrigos estão em toda parte, mas idosos e pessoas com deficiências muitas vezes têm dificuldade para se proteger. Além disso, o sistema de alarme nem sempre funciona.Disparar foguetes contra áreas densamente povoadas é a tática mais recente na guerra entre os terroristas que gostam da morte e as democracias que amam a vida. Os terroristas aprenderam a explorar a moralidade das democracias contra os que não querem matar civis, até mesmo civis inimigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um incidente recente, a inteligência israelense soube que uma casa particular estava sendo usada para a produção de foguetes. Tratava-se evidentemente de alvo militar. Mas na casa morava também uma família. Os militares israelenses telefonaram, então, para o proprietário da casa para informá-lo de que ela constituía um alvo militar e deram-lhe 30 minutos para que a família saísse. O proprietário chamou o Hamas, que imediatamente mandou dezenas de mães com crianças no colo ocupar o telhado da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses, vigorou um frágil cessar-fogo mediado pelo Egito. O Hamas concordou em parar com os foguetes e Israel aceitou suspender as ações militares contra os terroristas. Era um cessar-fogo dúbio e legalmente assimétrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, era como se Israel dissesse ao Hamas: se vocês pararem com seus crimes de guerra matando civis inocentes, nós suspenderemos todas as ações militares legítimas e deixaremos de matar seus terroristas. Durante o cessar-fogo, Israel reservou-se o direito de empreender ações de autodefesa, como atacar terroristas que disparassem foguetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes do início das hostilidades, Israel apresentou ao Hamas um incentivo e uma punição. Israel reabriu os postos de controle que haviam sido fechados depois que Gaza começou a lançar os foguetes, para permitir a entrada da ajuda humanitária. Mas o primeiro-ministro de Israel também fez uma última e dura advertência ao Hamas: se não parasse com os foguetes, haveria uma resposta militar em escala total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os foguetes do Hamas não pararam, e Israel manteve sua palavra, deflagrando um ataque aéreo cuidadosamente preparado contra alvos do Hamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve duas reações internacionais diferentes e equivocadas à ação militar israelense. Como era previsível, Irã, Hamas e outros que costumam atacar Israel argumentaram que os ataques do Hamas contra civis israelenses são totalmente legítimos e os contra-ataques israelenses são crimes de guerra. Igualmente prevista foi a resposta da ONU, da União Europeia, da Rússia e de outros países que, quando se trata de Israel, veem uma equivalência moral e legítima entre os terroristas que atingem civis e uma democracia que responde alvejando terroristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais perigosa dessas duas respostas não é o absurdo alegado por Irã e Hamas, em grande parte ignorado pelas pessoas racionais, e sim a resposta da ONU e da União Europeia, que coloca em pé de igualdade o assassinato premeditado de civis e a legítima defesa. Essa falsa equivalência moral só encoraja os terroristas a persistir em suas ações ilegítimas contra a população civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROPORCIONALIDADE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alguns afirmam que Israel violou o princípio da proporcionalidade matando um número muito maior de terroristas do Hamas do que o de civis israelenses vitimados. Mas esse é um emprego equivocado do conceito de proporcionalidade, pelo menos por duas razões. Em primeiro lugar, não há equivalência legal entre a matança deliberada de civis inocentes e a matança deliberada de combatentes do Hamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo as leis da guerra, para impedir a morte de um único civil , é permitido eliminar qualquer número de combatentes. Em segundo lugar, a proporcionalidade não pode ser medida pelo número de civis mortos, mas pelo risco de morte de civis e pelas intenções dos que têm em sua mira esses civis. O Hamas procura matar o maior número possível de civis e aponta seus foguetes na direção de escolas, hospitais, playgrounds. O fato de que não tenha eliminado tantos quanto gostaria deve-se à enorme quantidade de recursos que Israel destinou para construir abrigos e sistemas de alarme. O Hamas recusa-se a construir abrigos, exatamente porque quer que Israel mate o maior número possível de civis palestinos, ainda que inadvertidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ONU e o restante da comunidade internacional não reconhecerem que o Hamas está cometendo três crimes de guerra - disparando contra civis israelenses, usando civis como escudos e buscando a destruição de um país membro da ONU - e Israel age em legítima defesa e por necessidade militar, o conflito continuará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Israel conseguir destruir a organização terrorista Hamas, poderá lançar os alicerces de uma verdadeira paz com a Autoridade Palestina. Mas se o Hamas se obstinar a tomar como alvo cidadãos israelenses, Israel não terá outra opção senão persistir em suas operações de defesa. Nenhuma outra democracia do mundo agiria de maneira diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Alan Morton Dershowitz é advogado, jurista e professor da Universidade Harvard&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parecer da ASA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contra a ilusão militarista (ASA)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A operação de guerra de Israel contra a Faixa de Gaza realimenta a espiral de violência no Oriente Médio. São centenas de mortos e feridos palestinos, muitos não-combatentes, atingidos por armamento de última geração. A resposta do Hamas, com mísseis artesanais, matou e feriu israelenses, causando pequenos danos materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a retirada de Israel da Faixa de Gaza, em 2005, a área vem sendo submetida a uma asfixia quase permanente. Israel controla as fronteiras terrestre, marítima e aérea. Os palestinos dependem integralmente do fornecimento de água, eletricidade e combustíveis israelenses (que determinam, também, os preços destes insumos). A movimentação de pessoas e mercadorias é severamente restringida, afetando duramente a economia local. O resultado é o crescimento da pobreza, do desemprego, da desesperança, da radicalização. Gaza é um dos lugares com maior densidade populacional do planeta, tornando impossível um bombardeio “cirúrgico”, ou seja, que atinja apenas alvos militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até recentemente, vigorou um cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas (prova de que existe uma interlocução possível, desde que haja vontade política). Seu fim trouxe de volta os mísseis Qassam sobre o sul de Israel. Todos os países têm o direito e a obrigação de defender seus cidadãos. A pergunta que se faz é: a destruição maciça de vidas e bens palestinos protegerá os cidadãos de Israel ? A História mostra que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apoio ao Hamas só tem aumentado com as ações militares israelenses. Cada vez que um prédio, uma rua, um carro, é bombardeado em Gaza, a popularidade dos setores mais intransigentes do grupo se reforça. É uma ilusão perigosa imaginar que, quanto mais se espancarem os palestinos, mais dóceis eles ficarão. Conforme destacou o historiador Tom Segev, jamais uma operação militar terminou em progresso na direção da paz com os palestinos. Por trás de tudo, uma equação sinistra: mais descrédito para o diálogo é igual a mais oxigênio para as bombas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na presente situação, defendemos as mesmas posições tornadas públicas inúmeras vezes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Não há solução militar para os conflitos entre israelenses e palestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O terrorismo de grupos ou estados é igualmente execrável. As leis internacionais condenam com clareza ataques contra alvos civis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A criação de um Estado palestino laico e democrático, com fronteiras internacionalmente reconhecidas e com todos os direitos e deveres dos Estados modernos, que viva em paz ao lado de Israel, é o caminho possível para dissolver as tensões no Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento exige um imediato cessar-fogo em Gaza, o fim do lançamento de mísseis contra Israel, o reinício emergencial da ajuda humanitária para os palestinos e a construção de mecanismos multilaterais de negociação. Sem isso, a iniciativa continuará com os que apostam tudo na força das armas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conib&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;COMUNICADO SOBRE A ATUAL SITUAÇÃO NO ORIENTE MÉDIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Confederação Israelita do Brasil - CONIB - expressa sua mais alta preocupação com os episódios ocorridos em Israel e na Faixa de Gaza. Lamentavelmente, todo este fato retarda o processo para a paz na região, o que só pode ser conseguido mediante o desejo verdadeiro de diálogo entre judeus e palestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, há que reconhecer também o direito do Estado de Israel em legitimamente se defender de ataques terroristas da milícia do Hamas. Desde 2005, Israel se retirou de Gaza, dando autonomia completa à Autoridade Palestina para que ali exercesse sua liderança. O fato é que a partir de 2006, esta mesma Autoridade Palestina foi expulsa progressivamente da região, foi dominada pelo Hamas, definido tanto pela União Européia, como pelos Estados Unidos, como um grupo terrorista internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que o diálogo possa existir entre Israel e o Hamas, três condições são fundamentais: o reconhecimento pelo Hamas do Estado de Israel, o compromisso de dar seguimento a acordos previamente estabelecidos entre Israel e os palestinos em gestões anteriores e o final da violência. Em nenhum destes pontos houve qualquer sinalização positiva. Muito pelo contrário, pois o Hamas insiste num ponto único, a destruição do Estado de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas semanas foram marcadas por disparos permanentes de morteiros e foguetes contra civis israelenses. As tentativas de diálogo para que isso fosse interrompido se revelaram absolutamente infrutíferas. Frente a esta situação, Israel não teria alternativa que não a de defender seus cidadãos e exigir que seus vizinhos tenham um comportamento de convívio adequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos argumentam que existiriam alternativas não militares para Gaza. De fato, concordamos com isto, desde que os próprios palestinos que ali vivem decidam entre querer um convívio de diálogo e de mútua aceitação ou se preferem uma postura beligerante e extremista como a do grupo terrorista Hamas, que prega a destruição do Estado judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejamos que o diálogo seja imediatamente restabelecido e a paz alcançada. Entretanto, não podemos aceitar passivamente que atitudes que preguem destruição de um Estado, sejam elas menores ou maiores, continuem a ser responsáveis pela morte de civis, como vi acontecendo. Israel, assim como todas as nações, tem absoluto direito de se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claudio Lottenberg - Presidente CONIB&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-2936510064130900944?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/2936510064130900944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=2936510064130900944&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/2936510064130900944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/2936510064130900944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2009/01/sobre-tzahal-versus-hamas-gaza.html' title='Sobre Tzahal versus Hamas -GAZA'/><author><name>נחמיה יצחק</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13430110130509239098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3PownA9KZM8/STlnPhFSDSI/AAAAAAAAAYM/ZVnRJyrZmpQ/S220/arquivos+19+dez+2007+319.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-3843656674797063775</id><published>2008-12-10T21:58:00.002-02:00</published><updated>2008-12-10T23:23:02.812-02:00</updated><title type='text'>Sou o Teu D´us em Nilopolis</title><content type='html'>B"H&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;’Sou O Teu D´us ... em Nilópolis ...&lt;/strong&gt; na integra em :&lt;a href="http://vidasmarranas.blogspot.com/"&gt;http://vidasmarranas.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Um pequeno relato da trajetória da comunidade judaica nilopolitana. Da efervescência cultural e religiosa ao silencio do cemitério e antiga sinagoga semi-abandonados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; No alto da montanha de Massada, uma sinagoga ainda pode ser vista pelos turistas. Nilópolis, 2000 anos mais nova, corre o risco de nem ter esta sorte. Falta pouco. Anos e anos desprotegida pelas telhas e vidros que se foram. A pequena sinagoga teima em não se deixar cair, não desaparecer (...) O florão de madeira que um dia encimou a Arca Sagrada jaz sobre uma mesa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;... Sou O Teu D´us ... Não Jurarás em Nome de D´us em vão ... ... Honrarás Teu Pai e Tua Mãe ... Não prestarás falso testemunho ... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Presentes em todas as madeiras. Sejam tacos, os últimos moveis que ainda não se foram, o teto, nem mesmo os vorazes cupins se atreveram a desafiar as sagradas inscrições da magnífica peça. Abandonada sobre a mesa ainda santifica o ambiente, com dois Leões de Judá altaneiros sustentando os 10 Mandamentos, um de cada lado, lembrando que outrora em volta daquele templo gravitou uma pujante comunidade judaica, no então 2o. Distrito de Nova Iguaçu, depois nomeado em homenagem ao Presidente Nilo Peçanha e hoje sede da campeã Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;No centro ainda se ergue a Bimah (um púlpito onde se realiza a leitura da Torah). Alguns moveis em volta já tão estragados que nem os ladrões se interessaram, após vasculhar as portas e gavetas. Os rolos sagrados já de há muito foram enterrados, e um se salvou, encontra-se na Sinagoga do Colégio Barilan em Copacabana. Nas paredes, algumas placas, títulos e belos afrescos representando os signos do Zodíaco ainda exibem cores vivas apesar de tudo. Poucas lapides, talvez não mais que 200, 300. As mais antigas datam das primeiras décadas do séc. XX. Com o fim da comunidade, algumas estão se perdendo, engolidas pela terra e pelo mato. Há casos em que já não se sabe quem jaz aonde, e os registros não são completos. Apenas um casal cuida do campo santo. Dois cachorros fazem a segurança numa área problemática. Alguns poucos ativistas abnegados e abençoados, desdobrando-se, fazem o que podem para manter o cemitério, obedecendo estritamente ao ritual judaico&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(...)Caminhando pelas largas aléias pode-se observar sobrenomes hoje famosos inscritos nas lápides. Nos tempos duros, quando nossos pais e avós tiveram que escapar das perseguições no outro lado do mundo, eram nomes desconhecidos, de difícil pronúncia.Tratados popular e amistosamente como os gringos da prestação, ou já em pequenas e mais tarde grandes lojas de móveis e de roupas, no inicio batalharam de sol a sol pelas ruas de terra batida, fazendo mais do que jus a determinação divina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; ... Ganharás o teu pão com o suor do próprio rosto (...)&lt;br /&gt;.(...)“E amarás ,pois ao Senhor  o teu D´us de todo o teu coração , de toda a tua alma e com todas as tuas forças. E estas palavras atarás no teu coração; e as ensinarás a teu filho, e ao filho de teu filho. E delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, e as falarás  ao deitar-te e ao levantar-te.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; Pois  ouve ò Yisrael, o Senhor  é o vosso D´us.O Senhor  o Vosso D´us é um só.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Outra vez apareceu um velhinho. Não bateu palmas, quem teria lhe aberto o portão? Já estava escuro, chovia um pouco. De repente estava ali, no pátio. Humilde, vestia terno preto, gasto. Parecia ter a idade do tempo. Nada falava. Ficou penalizado olhando,(...)A chuva apertava na noite de Nilópolis. Quando voltou, não viu mais o homem. Havia sumido tão de repente como quando chegara. Uma forte ventania se seguiu,(...) Parecia que a natureza protestava contra o descaso. As janelas batiam, o vento zunindo despejava água aos cântaros, a tempestade era assustadora. Mas não faltam judeus necessitados, ao contrario do que propala a mídia perversa. Houve os falashas ,os b’nei Israel,há os  da Rússia e  aqueles que se encontram pelos subúrbios do mundo.... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Não matarás ... Não roubarás ... Não cobiçarás a mulher e os bens de teu próximo ... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Mas em que pese a destruição implacável do tempo que não perdoa, o lugar ainda ostenta uma aura de santidade; embora em ruínas, a sinagoga não perdeu a majestade (...)O observador imediatamente ao adentrar o pequeno pátio, onde antigamente as crianças corriam durante as orações, sente como que a presença de uma força, uma entidade maior ... Um lugar sagrado ... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O poder de anos e anos de ardentes orações ... O momento em que o Cohen (da casta sacerdotal), com a cabeça coberta pelo talit (manto religioso) erguia as mãos na milenar Birkat Cohanim (Benção Sacerdotal do Templo de Salomão), quando todos de pé e contritos evitam olhar, pois ali paira uma luz divina. Dizem que o Profeta Eliahu (Elias) as vezes abandona o Jardim do Éden e desce a este Vale de Lágrimas, testando a solidariedade humana ora como um pedinte ora como um velhinho de terno que de repente aparece, para logo em seguida sumir em meio a uma ventania ... Naquela noite chuvosa os cachorros(...)Latiam muito na direção da sinagoga, como se alguém ainda estivesse ali ... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O Todo Poderoso às vezes manda alguns sinais ... a sarça ardente em meio do deserto divisada ao longe pelo nosso Grande Patriarca Moshe Rabeinu (Moisés)... No deserto do Sinai ou em Nilópolis ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt; ... Não terás outros deuses ... Lembrarás e manterás o Sábado Sagrado ...&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(...)Sabiamente, a Prefeitura reconheceu a importância da sinagoga. Como reza o Dec 2.440 de 19/ago/99, "considerando o que a comunidade judaica representou para evolução e crescimento de nossa cidade", o Prefeito Jose Carlos Cunha determinou seu tombamento pelo Patrimônio Histórico Municipal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A própria rua do cemitério ostenta o nome de um pioneiro: Rua Jaime Berkowitz. Se andarmos depressa, ainda haverá tempo. Tomando a Linha Vermelha, não mais de ½ hora separa a entrada da Via Light, que dá acesso a Nilópolis, do centro do Rio. É preciso quem vivenciou aqueles velhos tempos, e seus descendentes venham, e de pé no centro da pequena sinagoga fechem os olhos por alguns momentos. Nestes instantes, do fundo da sua alma, certamente evocarão cânticos distantes, o burburinho de antigos casamentos, o estrondo do copo se quebrando seguido pelas mesmas palavras eternamente repetidas pelo noivo através dos séculos: &lt;strong&gt;Im Ishkacher Yerushalaim, Tishkach Yemini...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Im Ishkacher Yerushalaim, Tishkach Yemini...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se eu me esquecer de ti ó Jerusalém  esqueça–se a minha mão direita da  sua destreza. Apegue-se me a língua  ao céu da bocas se não me lembrar de ti,&lt;br /&gt; Se eu não preferir Jerusalém à minha maior alegria.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;*Este texto adaptado anos atrás foi divulgado em alguns espaços da mídia judaica.Por deslize não guardei o nome completo do autor, senão algumas referencias: Judeu, de nome “Israel Blajberg” e reconhecido militar reformado da ESG.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-3843656674797063775?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/3843656674797063775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=3843656674797063775&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3843656674797063775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3843656674797063775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2008/12/sou-o-teu-dus-em-nilopolis.html' title='Sou o Teu D´us em Nilopolis'/><author><name>נחמיה יצחק</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13430110130509239098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3PownA9KZM8/STlnPhFSDSI/AAAAAAAAAYM/ZVnRJyrZmpQ/S220/arquivos+19+dez+2007+319.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-9127728975307619756</id><published>2008-08-19T01:53:00.002-03:00</published><updated>2008-08-19T01:58:31.673-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo de mudanças hoje ou eternamente amanhã'/><title type='text'>Tempo de mudanças.Hoje ou eternamente amanhã</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;www.vidasmarranas.blogspot&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que as reais possibilidades de mudança estão porvir e levado a pensar no que precisamos encarar como tarefas inadiáveis.Projetos coletivos,de esperanças e sonhos de uma sociedade sem discriminações,sem exclusões,plurais,democráticas e sustentáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que tarefas assim são para mais de um mero ano,implicam largo prazo,décadas,gerações,etc.Mas primeira e fundamental tarefa é imaginar grandes processos e mudanças para fortalecer a vontade de agir no aqui e agora e incidir nas relações sociais e nos processos concretos,capazes de desencadear lógicas estruturantes do novo.Segundo é avaliar bem as circunstâncias sociais e históricas,os riscos e desafios que podem se interpor no caminho e como encará-los. A democracia aponta um ideal que é, na verdade, um processo virtuoso de construção de sociedades mais livres,igualitárias,mais valorizadoras da diversidade intrínseca,solidárias e mais participativas ,mas dá também o método,ou seja,implica em se engajar, disputar e cooperar, sob a luz de tais princípios e valores,nos quais os fins não justificam os meios e sim os qualificam,gerando um processo incerto de avanços e recuos,de rupturas e de compromissos possíveis.Assim fixados os parâmetros, trata-se de ver riscos e desafios do ângulo d'uma 'democracia radical'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior risco que ronda os ares as vésperas de mais uma eleição vem se manifestando há alguns anos.É confundirmos a democracia como ideal e proposta com o que temos no Brasil,na região,no mundo.Que sociedade queremos e almejados?Ate quando discutir a sociedade utópica ? Radicalismo, Anomia ou qual outra terminologia e ação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos uma situação de democracia contida em seu potencial transformador, pois capturada de algum modo por forças e interesses que, no contexto democrático, esvaziaram o poder político e impuseram uma agenda de globalização econômico-financeira centrada no mercado.Muita gente, inclusive no campo das organizações de cidadania ativa da sociedade civil, já começa a se interrogar,uns dizem que perigosamente, se a opção democrática é o melhor caminho.É?E qual democracia?Diante disto,é fundamental ser intransigente e radical para ir alem e enfrentar os limites da democracia real, em busca da solução 'democratica', isto é, em que tenha se mais participação, mais disposição de disputa em cada campo e esfera da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que é indispensável reafirmar e defender a institucionalidade democrática duramente conquistada, mesmo se ainda pouco eficiente. Poderemos alias ser vitimas de radicalismos de Direita,do contrario.Democracia nisto é condição fundamental e dela devemos partir para 'radicalizar ' a própria democracia. Trata-se, isto sim, de reconhecer que a tarefa coletiva de radicalização democrática tem na institucionalidade democrática uma condição necessária, porém insuficiente até aqui para dar conta das múltiplas formas de exclusões e negações de direitos de cidadania, da desigualdade,da violência,da destruição acelerada do patrimônio comum da vida, a natureza, ao mesmo tempo em que se nega para muitos(as) o acesso aos recursos comuns&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de uma nova e grande onda irresistível de democratização que precisamos, uma onda de idéias, de demandas, de movimentos efetivos. É incompatível com a democracia a segregação e a violência reinante em nossas grandes cidades. Estamos em uma espécie de guerra civil larval, com mais mortes violentas do que em guerras declaradas. Cidadania não pode conviver com isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ineficiência do Estado democrático em prover segurança é patente. Mas o cinismo de estratos médios e dos ricos,nos seus prédios e condomínios gradeados,é também parte do problema da segregação e violência.E aos pobres soçobra as formas de sub- leis e sub -ordens locais que se aproveitam da ausência do Estado e tornam se localmente o Judiciário,Legislativo e o Executivo ,o que nos afirma  estarmos diante de uma verdadeira emergência, que exige ação imediata perante a ameaça do neocoronelismo urbano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em escala social temos problemas urbanos agravados pelo crescimento desordenado, a falta de políticas habitacionais e de transporte. O individualismo se aproveita das novas concepções de inserção social e da aparente democracia vivida resultando num emaranhado de superposição de classes que desigualmente participam do crescimento econômico.Alias, que forma de crescimento é o desejado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há urgência em retomar o questionamento do que seja desenvolvimento de uma perspectiva de democracia radical.Não fomos capazes até aqui de nos contrapormos ao descalabro do crescimento do PIB como expressão da riqueza coletiva.PIB que cresce na mesma proporção da destruição da natureza, hoje em escala planetária.Já imaginamos o quanto de natureza se pode poupar localizando as economias,segundo o princípio de produzir aqui, o que for possível, para consumir aqui?Por que necessitamos do empuxe das exportações para crescer? Não vale a pena se perguntar se construiremos democracia exportando produtos que carregam destruição ambiental e todo o sofrimento humano de milhões que não têm acesso a produtos essenciais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o aquecimento global,a questão ambiental finalmente motiva amplos setores e perpassa todos os segmentos sociais. As condições para ações efetivas de mudança e de construção de bases de sustentabilidade de uma perspectiva democrática nunca foram tão efetivas.O desafio,porém,é mostrar que não se trata apenas de adaptação de práticas e continuar devastando os recursos naturais como sempre.Isto até pode dar sobrevida a uma lógica de negócios e de acumulação privada de lucros.Não resolverá a sustentabilidade e muito menos criará mais justiça social no acesso e uso dos grandes recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão ambiental se soma à questão da exclusão e da desigualdade para revelar que estamos, na verdade, diante de uma crise de civilização, do industrialismo e consumismo, na qual modos de produção, modos de consumo e estilos de vida estão em questão por destruírem a base natural da vida e por excluírem a maioria da população.Estamos em ano eleitoral,de eleições de prefeitos e vereadores.É do local que se trata.Para revitalizar a democracia, nada como o local,espaço público imediato de nossa cidadania.A violência,o meio ambiente, economia podem ser politizados e reagendados a partir deste locus da cidadania.O ano, portanto,é oportuno para renovar ousadias na disputa política e fixar bases de mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-9127728975307619756?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/9127728975307619756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=9127728975307619756&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/9127728975307619756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/9127728975307619756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2008/08/tempo-de-mudanashoje-ou-eternamente.html' title='Tempo de mudanças.Hoje ou eternamente amanhã'/><author><name>נחמיה יצחק</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13430110130509239098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3PownA9KZM8/STlnPhFSDSI/AAAAAAAAAYM/ZVnRJyrZmpQ/S220/arquivos+19+dez+2007+319.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-3402197296290554768</id><published>2008-04-02T11:46:00.003-03:00</published><updated>2008-04-02T11:58:35.698-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='judeus na Africa parte I'/><title type='text'>Os judeus na Africa parte I</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os Novos Judeus Africanos&lt;br /&gt;parte I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais e mais tribos do continente africano, declaram: "Somos judeus". Polemico?Ou o judaismo esta dentro dos que aceitam no de coraçao aberto e praticam a fé judaica?Os lamba na África do Sul, os ibo da Nigéria, os tutsi do Borundi dizem que são judeus. Eles seguem as prescrições da religião judaica e novas sinagogas de palha e barro, aparecem em muitos povoados africanos.O Estado de Israel os desconhece, mas dos Estados Unidos já foi enviado um Juizado Especial para convertê-los ao judaísmo. O chefe da comunidade judaica de Uganda, viajou a Jerusalém para estudar e receber o título de rabino.Israel teme uma invasão africana que possa inundar o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A África em certos agrestes esta passando por um processo de aproximação do judaísmo e em diversos lugares do Continente, tribos descobrem suas raízes judaicas. O fenômeno não é novo, mas a novidade está na quantidade, não se fala em comunidades de algumas centenas, porém tribos de dezenas de milhares!.A tribo lamba da África do Sul e do Zimbabwe, tem uma população de 10 milhões de pessoas e se só uma pequena parte deles declarasse que são de origem judaica, seria uma grande quantidade de pessoas. Zeler, que pertence a uma instituição judaica americana que dá apoio à tribo lamba e que criou fundos de ajuda para as instituições culturais e fortalecem o contato com o judaísmo, sustentam que neste momento se fala "só" de mais de 10.000 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Nigeria, existem cerca de 9 pequenas comunidades, todas que não apenas praticam o judaismo,mas em suas vidas simples, resistem a islamização e aos missionarios cristãos com suas ajudas humanitarias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra historia é a respeito da tribo ibo, da Nigéria, tem uma população de 40 milhões de pessoas e a quarta parte deles crê que são de origem judia,mas não necessariamente professam a fé judaica. Mas nos últimos anos, criaram-se dez novas sinagogas na Nigéria.Casebre simples, alguns de estuque(barro).Na tribo lamba, circuncidam os filhos varões que nascem no oitavo dia e não comem carne de porco. Também muitos de regioes agrestes e do grupo etnico Ibo, circuncidam os filhos varões no oitavo dia de nascimento.Os membros da organização judaica americana "Kulanu", dizem: "Se há alguém que tem um contato sagrado com o judaísmo, não devemos discutir com ele, mais ainda se se comportam como judeus. Aos nossos olhos, eles são judeus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos judeus americanos se emocionam ao ouvir falar destes judeus extraviados e estão dispostos a ajudá-los. Alguns outros apenas olham com estranheza e ressabiados por pensar que os que dizem se judeus, sejam aqui como na questao dos marranos ou em rincoes de Africa, desejam apenas é o direito de aliyá. De qualquer modo, a anos a propria historiografia e setores da comunidade judaica tem se aberto a ao menos escutar estas historias e a criticar ate mesmo quanto ao conservadorismo cultural da comunidade.Caso brasileiro o jornalista Henrique Veltman anos atras em viagem para descrever a historia dos descendentes de judeus na regiao amazonica,na serie "Os hebraicos da Amazonia", assunto que trataremos em artigo posterior,bem senão via comunidade, ao menos via a academia. Vide os estudos uspianos da historiadora judia Anita Novinsky a respeito dos marranos .Segundo ela, e com provas em pesquisas, o Brasil é o pais em que há mais descendentes de judeus direta ou indiretamente...Sao milhares ,muito além dos apenas 120 mil que perfazem a comunidade oficial.E destes ligaçoes nao apenas culturais ,mas religiosas, com maior ou menor grau de assimilacionismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui referente a questao em Africa,Yoav Yundav (os dois nomes são hebreus) é uma figura carismática, enérgica e ambiciosa de Uganda. Tem 23 filhos, "mas só dez são meus", diz "e os outros treze são adotados e a maioria deles não são judeus".Sara, que tem dez anos e é a menor de seus filhos adotados, espera ser recebida pela coletividade judaica, como membro dela. Mas isto não é tão seguro, pois a coletividade cria problemas para receber novos membros.Sara deverá demonstrar sua adesão ao judaísmo e terá que cumprir todas as prescrições da religião, leves e também as difíceis.Abraham Mugamba se recorda dos anos difíceis. "Judeu", gritavam zombando dele. Quando era menino, seus vizinhos maometanos lhe diziam: "Vocês mataram fulano. ..referindo se ao messias cristão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época do governo de Idi Amin Dada (1972-1979), eles se viram obrigados a rezar às escondidas, as sinagogas foram fechadas e muitos judeus foram aprisionados. Como resultado dessas medidas, a comunidade judaica se encolheu, de milhares a algumas centenas. Seu pai lhe dizia: "Ainda que te matem, não deves deixar o judaísmo. Nós continuaremos sendo judeus, mesmo que isto nos custe a vida".Samy Kakongulo, lutador e líder, adotou junto com sua comunidade os costumes judeus depois de ler a Bíblia. A coletividade cuidava da Santificação do sábado, o abate dos animais, a circuncisão, a proibição dos casamentos mistos e adotaram o calendário hebreu. Coletividades judaicas no continente africano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etiópia - 17.000&lt;br /&gt;Quênia - 4.000&lt;br /&gt;Uganda - 600&lt;br /&gt;Nigéria - (alguns milhares)&lt;br /&gt;Gana - (25 familias)&lt;br /&gt;Zimbabwe - (8.000)&lt;br /&gt;África do Sul - (70,000).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Na Africa Magrebina ainda existem comunidades judaicas oficiais no Egito eTunisia, inclusive em Marrocos, onde um dos principais acessores do Rei Mohammed VI é judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armando Aguiar&lt;br /&gt;Na galut carioca&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-3402197296290554768?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/3402197296290554768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=3402197296290554768&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3402197296290554768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3402197296290554768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2008/04/os-judeus-na-africa-parte-i.html' title='Os judeus na Africa parte I'/><author><name>נחמיה יצחק</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13430110130509239098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3PownA9KZM8/STlnPhFSDSI/AAAAAAAAAYM/ZVnRJyrZmpQ/S220/arquivos+19+dez+2007+319.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-805208236707966888</id><published>2008-03-30T22:52:00.002-03:00</published><updated>2008-03-30T23:16:11.111-03:00</updated><title type='text'>O Número</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Meu avô é burro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Não sei se ele é burro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Mas meu avô não é inteligente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Não sei se ele não é inteligente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Mas o meu avô é esquecido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Ah, isso sim, ele é esquecido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Muito esquecido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Muito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Ele não consegue lembrar do número do telefone&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Do amigo dele&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Não sei quem é o amigo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Mas deve ser importante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Só não sei por que ele sempre se esquece&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Já que é tão importante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Ele deve ser muito esquecido mesmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Porque ele escreveu esse número no braço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Então ele é esquecido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Não sei por que ele escreveu no braço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Ele podia ter escrito num papel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Não sei porque ele não escreveu num papel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Já que é tão importante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Ele não deve ser muito inteligente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Porque ele escreveu muito forte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Então ele não é muito inteligente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Não sei por que ele escreveu tão forte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Mesmo sendo importante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Ele deve ser burro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Porque a tinta da caneta não sai&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Ele é meio burro, então&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Não sei porque ele usou uma tinta que não sai&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Só porque é importante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Ele não me parece burro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Ele até me parece inteligente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;E agora que eu penso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;(Cá entre nós)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Ele não costuma a se esquecer das coisas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Só desse número&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Que ele escreveu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;A caneta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Com tinta forte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;No braço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-805208236707966888?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/805208236707966888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=805208236707966888&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/805208236707966888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/805208236707966888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2008/03/o-nmero.html' title='O Número'/><author><name>Bruno Ruivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04985415718183281850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-407660418961908329</id><published>2008-02-15T16:28:00.002-02:00</published><updated>2008-02-15T16:35:26.056-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gaza'/><title type='text'>GAZA 2008</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sobre Gaza&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Impossivel ficar calado quanto aos ultimos acontecimentos.Muito da midia dita alternativa, leia se a midia de esquerda , revistas que leio, que nós lemos ,nós da esquerda , como a Carta Capital, Caros Amigos, jornal da CUT, E que convenhamos, parecem inumeras vezes não pensar que em Israel não há um setor de autocritica contundente e que diariamente trava batalhas contra setores mais conservadores, leia se , de direitas ,quanto a qualquer acordo de paz e os constantes ataques a cidades israelenses situadas na fronteira com Gaza e Libano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel deixou o Libano, deixou Gaza,mas ha uma decada os ataques ,antes ou depois do desengajamento de Gaza continuam.Claro que qualquer represalia será tida como atos em força desmedida , de um exercito contra ...um exercito invisivel que se esconde por dentrás de instalaçoes civis .Este texto estou dando uma endireitada..estava escrito e acabei por conserta-lo para o grupo de discussão ...mas talvez as informaçoes sirvam ao menos  por ser um texto em português...Na verdade é uma resposta ao que ando lendo por aqui e assistindo na tv. Aqui no Brasil...imagine como deve estar a situação em Gaza , com as açoes do Exercito israelense...Mas cabe a reflexão quanto aos ultimos acontecimentos e o tom que a midia internacional concede à questão.E sobretudo do ponto de vista estrategico ,mas imprescindivelmente  humanitario!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;invadir não é a solução.Alias, o uso da força quase nunca é a melhor soluçao!!!&lt;br /&gt;Raiva, frustração e impaciência estão cada vez mais tomando os israelenses. Não podemos cair na armadilha que o Hamas nos está preparando - de que deveríamos enviar nossos soldados a Gaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o número de baixas numa invasão terrestre de Gaza seria muito maior do que o causado pelos mísseis Qassam nos últimos sete anos. Porque durante cinco, entre esses sete anos em que eles foram disparados, nós controlávamos toda a Faixa de Gaza. E centenas de foguetes foram lançados em Sderot (cidade no sul de Israel, na fronteira com a faixa de Gaza e cheia de judeus sefarad )do mesmo jeito, somados a repetidos ataques sangrentos contra os colonos israelenses que viviam ali. Parece que nos esquecemos disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reocupar a Faixa de Gaza não irá necessariamente acabar com os bombardeios de Sderot e vizinhanças. Além dos ataques ali, nossa força de ocupação será fustigada dia e noite por fogo de armas leves e ataques suicidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda, uma invasão de Gaza irá unir as massas palestinas e os mundos árabe e muçulmano em torno do Hamas, que no presente é isolado e antipatizado pela maior parte dos árabes.&lt;br /&gt;Tão logo forças israelenses invadam Gaza, os homens do Hamas serão vistos - pelos palestinos, o mundo árabe e a opinião pública internacional - como os defensores da Massada Palestina - poucos contra muitos, bairros residenciais frente a um exército regular, campos de refugiados à sombra de esquadrões de artilharia, meninos combatendo tanques, David contra Golias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se conquistarmos Gaza, nos veremos sentados sobre espinhos e escorpiões. A força de ocupação não terá um único dia de paz. E tampouco terão os habitantes de Sderot e do seu entorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo em dias de raiva como estes, quando nossos corações se unem ao atual sofrimento dos israelenses que moram lá, não podemos esquecer que a raiz do problema de Gaza é que centenas de milhares de seres humanos estão ali apodrecendo em campos de refugiados - campos que incubam pobreza e desesperança, ignorância, fanatismo religioso e nacionalista, ódio e violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito as palavras do escritos Tariq Ali quanto a questão e sua concordancia de que há sim, em Israel até mesmo na midia a inquietação quanto ao assunto e a necessidade de olhar 'o outro lado' da questão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Existem alguns valentes críticos israelenses, como Aharon Shabtai, Amira Hass, Yitzhak Laor e outros, que não estão dispostos a que suas vozes sejam silenciadas desta maneira. Shabtai recusou-se a participar desta feira. Como poderia eu agir de outro modo?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista histórico, não pode haver solução para o problema de Gaza enquanto o horizonte não mostrar pelo menos o mínimo de esperança para essa gente desesperada.&lt;br /&gt;Então, o que podemos fazer agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos e devemos chegar a um cessar-fogo com o Hamas em Gaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cessar-fogo virá a um alto preço político, claro. Mas dado o preço que Israel iria pagar por uma decisão equivocada e impulsiva, é a opção menos mortal e mais suportável.&lt;br /&gt;A alternativa de invasão militar seria catastrófica.é mais um preço que Israel tem de pagar junto a opinião critica mundial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***'Tzahal' é o  nome abreviado do exercito israelense...tzana haganá le Israel(forças de defesa israeli)*'hamas' é partido e grupo armado palestino&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-407660418961908329?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/407660418961908329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=407660418961908329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/407660418961908329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/407660418961908329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2008/02/gaza-2008.html' title='GAZA 2008'/><author><name>נחמיה יצחק</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13430110130509239098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3PownA9KZM8/STlnPhFSDSI/AAAAAAAAAYM/ZVnRJyrZmpQ/S220/arquivos+19+dez+2007+319.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-4345854355890190308</id><published>2008-02-10T21:00:00.006-02:00</published><updated>2008-02-19T17:14:19.806-03:00</updated><title type='text'>110 ANOS DE BERTOLT BRECHT</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_q-hKjY0jWwk/R6-ZJY4ktMI/AAAAAAAAAAM/Ly6VTMFutw4/s1600-h/250px-Brecccht.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165515684194858178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_q-hKjY0jWwk/R6-ZJY4ktMI/AAAAAAAAAAM/Ly6VTMFutw4/s400/250px-Brecccht.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;UM GENIAL DRAMATURGO CONTRA O NAZISMO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;Gênio inovador do Teatro, Brecht colaborou com vários judeus da fina nata intelectual artística: Kurt Weill, Walter Benjamin, Lion Feuchtwanger, Theodor Adorno, Paul Dessau, Hanns Eisler, Fritz Kortner, Theres Giesch, Oskar Homolka, Fritz Lang, Alexander Granach, Peter Lorre, Ruth Berlau, Angelika Hurwicz, e, principalmente, sua esposa, Helen Weigel&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Bertold Brecht nasceu em Augsburgo, na Alemanha, região da Bavária, no dia dez de fevereiro de 1898. Hoje comemoramos 110 anos de seu aniversário. Nascido de mãe protestante e pai católico, Brecht teve uma importância gigantesca para a cultura judaica do século XX, tendo trabalhado com alguns dos mais talentosos artistas e intelectuais judeus da Alemanha de sua geração. Como dramaturgo, foi um dos exemplos mais resilientes de artista engajado, exemplo clássico do intelectual marxista, que, dotado de um espírito revolucionário não só nas suas posturas como também na sua estética, Brecht se tornou sinônimo de militante artístico, cuja orietnação socialista e abordagem inovadora influenciou gerações de artistas no Ocidente, inclusive o brasileiro Augusto Boal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Formado na Königlich-Byarischer Realgymnasium em 1917, o jovem Bertold ganhava seus primeiros trocados escrevendo artigos de jornal desde julho do ano anterior. Ao se formar, inscreveu-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Munique, esperando escapar do alistamento militar que ceifara boa parte de sua geração na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), mas o Exército acabou convocando-o mesmo assim--a um mês do fim da guerra. De volta à faculdade, Brecht se enamorou pelo teatro e em 1918 escreveu sua primeira peça &lt;em&gt;Baal, &lt;/em&gt;que só seria encenada cinco anos depois. Em 1919 ele estreou como ator nas esquetes de comédia política de cabaré de Karl Valentin e como escritor foi bem prolífico: escreveu &lt;em&gt;Trommeln in der Nacht, Der Bettler oder Der tote Hund, Die Kleinbürgerhochzeit, Er treibt einen Teufel aus, Lux in Tenebris, Der Fischzug&lt;/em&gt;. Em 1922 &lt;em&gt;Trommeln in der Nacht&lt;/em&gt; (Tambores na Noite) tornou-se a primeira peça de Brecht a ser encenada, ocasião na qual casou-se com Marianne Zoff, com quem teve uma filha, Hanne Hiob, no ano seguinte. Foi outro ano consagrador para Brecht, que encenou &lt;em&gt;Baal &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Na Selva das Cidades&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Mas foi em 1924 seu grande divisor de águas: ao escrever &lt;em&gt;Eduardo II&lt;/em&gt; com o dramaturgo judeu Lion Feuchtwanger, seu colega de cinco anos, Brecht fez sua primeira colaboração criativa e primeira adaptação de um clássico e sua--de quebra, estreeou o seu lendário conceito de "Teatro Épico" e a peça estreeou no mesmo ano. Como se fosse pouco ainda começou dois trabalhos: &lt;em&gt;Mann ist Mann&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Der Elefantenkalb&lt;/em&gt;, que seriam completados em 1926, não antes de Brecht ser apresentado a três intelectuais e moldariam sua vida e sua obra. O ano era 1925, e Brecht assistiu ao filme &lt;em&gt;Em Busca do Ouro&lt;/em&gt; de Charlie Chaplin, que para Brecht era um artista bem mais próximo dos critérios do Teatro Épico do que do teatro dramático. Brecht inclusive o comparou a Karl Valentin e ambos foram inspirações pro personagem Galy Gay de &lt;em&gt;Mann ist Mann--&lt;/em&gt;por sua vez, Brecht teria influenciado Chaplin em &lt;em&gt;Monsieur Verdoux.&lt;/em&gt; Outro marco de 1925 foi &lt;em&gt;O Encouraçado Potemkin&lt;/em&gt; do cineasta judeu Serguei Eisenstein. E, finalmente, em 1926, época em que se divorciou e se envolveu com a atriz socialista Elisabeth Hauptmann, passou a ler aquele que é o mais notável intelectual alemão de origem judaica: Karl Marx. Os trabalhos de Marx foram tão influentes que Brecht declarou: "Quando eu li &lt;em&gt;O Capital, &lt;/em&gt;eu entendi o significado das minhas peças."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Esse significado se tornaria uma referência fortíssima do trabalho de Brecht. Determinado a escrever um obra que abordasse os dramas complexos da sociedade capitalista, Brecht começou a escrever freneticamente; ao mesmo tempo se engajava na ópera, escrevendo e encenando uma ou duas peças por ano antes da ascensão nazista (incluindo &lt;em&gt;A Ópera dos Três Vinténs, &lt;/em&gt;em 1928). Com a parceria do compositor Kurt Weill iniciada em 1927, com &lt;em&gt;Mahoganny-Songspiel, &lt;/em&gt;começou a conceber uma de suas grandes obras musicais: &lt;em&gt;Ascensão e Queda da Cidade de Mahoganny&lt;/em&gt;, que, ao ser encenada em 1930, provocou a revolta irascível de nazistas na platéia. Nesse ano, casou-se com a atriz judia Helene Weigl, recém-filiada ao Partido Comunista, com quem teve uma filha, Babara, nesse mesmo ano. Implacável crítica da economia industrial, &lt;em&gt;Die Massnahme &lt;/em&gt;foi duramente combatida pelo Partido Nazista pelo seu conteúdo nitidamente marxista, e tão logo que Hitler chegou ao poder, o casal comunista Brecht e Feigl (que corria riscos ainda maiores por ser judia) foi morar na Dinamarca em fevereiro de 1933, onde viveram até 1939, quando, com a iminência da Segunda Guerra Mundial, fugiram pra Suécia e de lá pra Finlândia. Foi nessa época que a temática da obra de Brecht, além de seu caráter socialista, ganhou contornos especificamente anti-nazistas, como &lt;em&gt;Galileu, Mãe Coragem e Seus Filhos, Der Gute Mensch von Sezuan, &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;A Ascensão de Arturo Ui.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Essa última peça é uma rica alegoria sobre a ascensão de Hitler, representado pelo mafioso de Chicago Arturo Ui, um impiedoso facínora. Outros líderes nazistas tem versões análogas na peça: o diretor da SA &lt;em&gt;(SturmAbteilung) &lt;/em&gt;Ërnst Rohm é o gângster Ernesto Roma, o marechal Herman Göring é Emanuele Giri, e os empresários prussianos &lt;em&gt;junkers&lt;/em&gt; são representados pelo Cartel do Couve-Flor, um sindicato patronal de grandes agricultores que produzem todo o couve-flor consumido em Chicago. A peça foi escrita nas três semanas que Brecht passou em Helsinque, esperando um visto de entrada para os Estados Unidos, onde morou de 1941 até 1947, quando a paranóia anti-comunista o submeteu ao constrangimento de depor no Comitê da Câmara de Atividades Anti-Americanas (HUAC, House Un-American Activities Committee). Eram os anos que antecederam a Guerra Fria, e, num prelúdio à caça de bruxas generalizada que o macartismo promoveria nos anos 50, o HUAC começou a perseguir intelectuais de esquerda e Brecht, após seu depimento, imediatamente regressou à Europa, morando um ano na Europa Ocidental, e, entre 1949 e 1956, quando morreu, na Alemanha Oriental, cujo regime comunista buscava fazer dele um ícone.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-4345854355890190308?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/4345854355890190308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=4345854355890190308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/4345854355890190308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/4345854355890190308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2008/02/110-anos-de-bertolt-brecht.html' title='110 ANOS DE BERTOLT BRECHT'/><author><name>Rachel Le Betapal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02068188958149544474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q-hKjY0jWwk/R6-ZJY4ktMI/AAAAAAAAAAM/Ly6VTMFutw4/s72-c/250px-Brecccht.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-6038330066480689373</id><published>2008-02-02T20:49:00.000-02:00</published><updated>2008-02-03T03:23:42.522-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fierj'/><title type='text'>CARNAVAL DA VIRADOURO: O HOLOCAUSTO BANALIZADO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/R6U59QP-8BI/AAAAAAAAADo/Wr2Bce0f7j0/s1600-h/turc%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162596272346951698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/R6U59QP-8BI/AAAAAAAAADo/Wr2Bce0f7j0/s200/turc%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/R6U53QP-8AI/AAAAAAAAADg/mj_7T_pR57I/s1600-h/paulo+barros+e+marco+lira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162596169267736578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/R6U53QP-8AI/AAAAAAAAADg/mj_7T_pR57I/s200/paulo+barros+e+marco+lira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#993300;"&gt;A FESTA DA CARNE: A FIERJ LUTA CONTRA A FALTA DE TATO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;O carnavalesco Paulo Barros pretendia desfilar com um carro alegórico com cadáveres do Holocausto e um folião vestido de Adolf Hitler: A Justiça impediu o escárnio&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro conseguiu uma liminar na Justiça que impedia a escola de samba Viradouro de desfilar na Marquês de Sapucaí com imagens que tratavam o Holocausto de maneira pouco cuidadosa, sem a seriedade que o assunto exige. Muitas reações a favor, muitas contra, mostrando que o assunto continua sendo mal-discutido--e por isso não é num desfile de Carnaval que o erro seria reparado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O carnavalesco Paulo Barros defendeu a sua alegoria: uma pilha de corpos esquálidos de vítimas do Holocausto nazista, um folião vestido de Adolf Hitler. Disse que sua liberdade de expressão estava sendo cerceada, e que sua arte, desrespeitada. Será mesmo? A F.I.E.R.J. teve&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; o bom senso de contatar a Viradouro antes de entrar na Justiça. Pediu que Paulo Barros tirasse o folião sambando de Hitler e cobrisse o carro com a carnifica com uma faixa dizendo "Holocausto Nunca Mais". Paulo Barros recusou a proposta e a Justiça decidiu por ele. A F.I.E.R.J. atendeu às exigências da comunidade judaica, mas nem todos na comunidade maior entenderam direito. Muitos argumentaram a favor da F.I.E.R.J. e muitos contra, e entre estes as coisas mais ridículas foram ditas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;Disseram que a comunidade judaica não apreciava o valor artístico do Carnaval. Um argumento curioso, escorado inclusive em declarações do próprio Paulo Barros, que disse que cenas semelhantes num museu seriam respeitadas. Noves fora o argumento de Barros tratar de hipótese contrária aos fatos, uma certa solenidade é observada no museu que um desfile de Carnaval não tem por hábito. É razoável entender que, no trato de uma questão delicada e dramática como o Holocausto, uma certa dose de seriedade se faz necessária, para não se desmanchar o clima solene da consternação. O filme "A Vida é Bela" de Roberto Benigni, pode ser uma comédia, mas as partes referentes ao massacre não são mostradas de maneira gráfica. Há uma certa alusão ao Holocausto e o encarceramento é apresentado, mas cenas de tortura, de fornalhas de cadáveres e corpos esqueléticos não são exibidos. Benigni, filho de judeu, dirige com alguma delicadeza, fazendo questão de não exibir os aspectos mais horripilantes do Holocausto, inclusive em consonância do tema do filme de um pai tentando proteger seu filho da cruel realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O mesmo não ocorre no desfile da Viradouro. O enredo chama-se "É de Arrepiar" e a pilha de inúmeros corpos mostra o lado mais arrepiante do Holocausto, de fato. Entre tantas coisas que nos arrepiam, dignas portanto de uma representação gráfica num carro alegórico, Paulo Barros escolheu uma cena de um dos massacres mais bárbaros perpetrados na História da Humanidade. Sem desmerecer os aspectos culturais do Carnaval, os desfiles das escolas de samba, sobretudo as do Grupo Especial, não são o foro mais propício a uma reflexão pesada e penitente; recheados de folia e descontração, parecem impróprios para exibir um Hitler saltitante sobre uma carnificina. O genocídio de judeus, ciganos, eslavos, homossexuais, negros, socialistas, pacifistas e testemunhas de Jeová é de arrepiar, mas não num sentido que fosse apropriado pro clima de festa hedonista e deslumbrante do Carnaval Carioca. Tantas outras coisas arrepiantes poderiam ser abordadas. Não há falta de coisas com que se arrepiar, a começar pelas reações negativas aos protestos da FIERJ.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;Houve quem dissesse que o Carnaval sempre mostrou a escravidão dos negros e ninguém nunca reclamou. Bem, eu sempre entendi as alusões à escravidão como uma celebração da libertação. Mas se não forem assim, então que as pessoas reclamem. Acho curioso que entre os doze grupos que compõem o Grupo Especial da LIESa, não há uma única escola cujo presidente seja negro. A festa tradicionalmente lembrada como uma celebração da cultura negra do Brasil enriquece empresários brancos. Muitos dos quais estão envolvidos até o pescoço com a Máfia do Jogo do Bicho, e com isso são patrocinadores dos esquadrões de morte que assolam a Zona Oeste e as cidades periféricas da Zona Metropolitana. Esses grupos de extermínio invariavelmente oprimem os pobres e humildes, que são negros, em sua grande maioria. Sem falar que na Baixada Fluminense, a Máfia do Bicho possui laços fortíssimos com as igrejas chamadas de evangélicas. Nada contra os aspectos religiosos de qualquer igreja, mas muitos pastores lideram grupos de agressores contra terreiros umbandistas e candomblecistas. Associando os orixás com imagens satânicas, esses grupos, ditos cristãos, atacam sem trégua mães e pais-de-santo, que não recebem alento das escolas de samba. As máfias que controlam a Baixada Fluminense com mão-de-ferro nunca serão convincentes como defensores da cultura negra. Acima, estão retratados o bicheiro Turcão, da Viradouro, por ocasião de sua prisão, e o carnavalesco Paulo Barros com o atual presidente da Viradouro, Marco Lira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;De resto, as críticas à decisão da Justiça e à iniciativa da FIERJ resvalam num anti-semitismo barato. Reclamam que a decisão coube a uma juíza de origem judaica. Uma conspiração dos judeus contra o samba, talvez? Outros ressaltam o quão proveitosa a "indústria do Holocausto" é para os judeus, que aparentemente querem o monopólio em denunciá-lo. Uma carta ao Globo sugeriu que não havia como contestar o mau gosto, frisando que o mau gosto do Bar-Mitzvah corresponde a uma lavagem cerebral que nem Göebbels faria melhor, e que nem por isso os pais de meninos judeus deveriam ser processados. Como de costume, muitos aludiram ao "Holocausto palestino" como obra dos judeus que, aparentemente, não teriam, por esse motivo, direito de reclamar. Entre a hipocrisia da luta de raças soterrada por alegorias no Carnaval e a desfaçatez de críticos gratuitos da comunidade judaica que confundem alhos, bugalhos, e caralhos, prefiro ficar com a tenacidade da FIERJ e de seu presidente Sérgio Niskier, e rezo para o dia em que os defensores do direito de ser judeu sem medo se tornem defensores também do direito de praticar umbanda e candomblé sem medo, e combatam as igrejas evangélicas da periferia e os grupos de extermínio que lhes dão apoio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-6038330066480689373?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/6038330066480689373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=6038330066480689373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/6038330066480689373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/6038330066480689373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2008/02/carnaval-da-viradouro-o-holocausto.html' title='CARNAVAL DA VIRADOURO: O HOLOCAUSTO BANALIZADO'/><author><name>Bruno Ruivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04985415718183281850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/R6U59QP-8BI/AAAAAAAAADo/Wr2Bce0f7j0/s72-c/turc%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-2450249387882829877</id><published>2008-01-08T00:17:00.000-02:00</published><updated>2008-01-08T00:25:32.040-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beta Israel'/><title type='text'>Os Beta Israel e a luta pela inclusão em uma sociedade cosmopolita</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;na integra em :&lt;a href="http://vidasmarranas.blogspot.com/2008/01/os-beta-israel-e-luta-pela-incluso-em.html"&gt;http://vidasmarranas.blogspot.com/2008/01/os-beta-israel-e-luta-pela-incluso-em.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Em um pais de extensao territorial limitada, quase 70% de suas terras compreendendo desertos ,tem sido miraculoso e herculeo o esforço para a absorçao tambem de imigrantes , judeus da diaspora ,levas que nos ultimos 15 anos tem causado grande impacto na sociedade israelense.Israel tem primado em receber imigrantes das mais variadas partes do mundo. Em uma sociedade plural e que congrega judeus de todos quadrantes do planeta,a pequena pátria cosmopolita e ETERNA ERETZ ISRAEL( Chai am Israel),dentre seus habitantes judeus de origem mizrahi,sefarad, asquenazita ,falashim,coraichita e sabra ;além de arabes cristaos ,drusos e muçulmanos; circassianos, estima- se que haja hoje cerca de 250 mil estrangeiros não judeus em trabalho temporario em Israel. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Neste caleidoscopio humano as vezes noticias exoticas ou simplesmente ruins nos saltam aos olhos. Ha alguns meses fora a de neonazistas de origem russa (vindos da leva de 'judeus russos',hoje cerca de 1 milhao em Israel entre judeus pela halaká ou pela lei de direito de Retorno) aprontando em ruas de Jaffo e suburbios de Tel Aviv .Embora outras como o processo de cotas para a admissao de cidadaos arabes ,esforço para a educaçao e inclusao de drusos e beduinos, pouco é valorizado na midia. Sabemos que em Israel não funciona uma democracia perfeita,mas ativistas e a forte autocritica israelense tem se esforçado em prol disto. Desta recentemente em matéria publicada no jornal israelense Haaretz ,uma denuncia a discriminação racial que atinge estudantes judias negras, vindas da Etiópia, em colégio primário na cidade de Petach Tikva, para onde foram enviados a maioria dos que emigraram do país africano para Israel. Cabe salientar aqui que a absorçao em massa ao pais o foi a duras penas, uma vez que o pais obrigou-se a criar estruturar para a alocaçao de milhares de imigrantes em curto periodo de tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;"O Ministério da Educação abandonou os filhos de imigrantes da Etiópia. Todos os cidadãos merecem receber educação igual", afirmou Abraham Nagosa, líder da comunidade dos etíopes em Petach Tikva.O Banco de Israel liberou um informe onde se diz que os trabalhadores de origem etíope ganham, em média, metade dos salários da média dos trabalhadores do país. 52% das famílias dos etíopes são pobres. A maioria de seus integrantes em idade de trabalhar está desempregada. A comunidade etíope, que está em 1,4% da população, contribui com mais de 16% do total de israelenses abaixo da linha de pobreza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Os judeus etíopes , ou chamados falashas constituem uma minoria em Israel, antes de comentarmos esse fato, é interessante conhecermos um pouco da fantástica história sobre os falashas, publicado na revista Morashá, escrito por Asher Naim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quase 3.000 anos, os judeus negros da Etiópia, conhecidos como falashas(tom de diferenciaçao dado a estes pela populaçao etiope) e que se auto-denominam Beta Israel mantiveram sua fé e identidade lutando contra a fome, a seca e as guerras tribais. Acredita-se que eles faziam parte de uma das dez tribos perdidas, e houve grande mitificaçao quanto a seus ancestrais remontarem ao rei Shlomo e à rainha de Sheba (Sabá).Segundo historiadores a presença destes no planalto etiope ja conta bem antes disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio de 1991, os falashas protagonizaram um êxodo milagroso. Com a Etiópia envolvida em profunda e brutal guerra civil, 14.200 membros dessa comunidade foram transportados de avião para Jerusalém pelas Forças de Defesa de Israel. A operação durou 25 horas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O herói que idealizou e organizou o incrível resgate foi o então embaixador de Israel na Etiópia, Asher Naim. A epopéia foi narrada no livro Saving the lost tribe, lançado este ano, no qual Naim relata com humor e conhecimento de causa a ação que se tornou conhecida como Operação Salomão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outono de 1990, quando foi nomeado pelo governo israelense para o cargo de embaixador em Adis Abeba, sua identificação com os judeus etíopes foi imediata. Ele queria dar continuidade à chamada Operação Moisés, implantada em 1985 pelo serviço secreto israelense, o Mossad, em conjunto com a agência norte-americana CIA que, durante três anos, tentou tirar do país 14 mil falashas através do Sudão, levando-os de barco para Israel. O sucesso daquela operação foi relativo, pois na época, só oito mil pessoas conseguiram fugir; o restante adoeceu na viagem e muitos voltaram à Etiópia. Muitas famílias foram, assim, separadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;História dos falashas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1860, missionários britânicos que viajavam pela Etiópia foram os primeiros ocidentais a encontrar a tribo dos falashas, ficando surpresos ao ver as faces queimadas com traços semitas e que praticavam o judaísmo. Os membros dessa comunidade observavam o Shabat, mantinham rígidas leis rituais da forma como eram descritas na Torá.Pouco tempo depois, o estudioso judeu Joseph Halevy decidiu conhecê-los pessoalmente. Seria possível que esses judeus fossem parte de uma das tribos de Israel, perdidas há muito, foragidas do Primeiro ou Segundo Templo? Halevy foi recebido com curiosidade e desconfiança pelos nativos, que lhe perguntavam: O senhor, judeu? Como pode ser judeu? O senhor é branco!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Mas quando Halevy mencionou a palavra Jerusalém, todos se convenceram. Os falashas haviam sido separados de outros judeus por milhares de anos. Nenhum deles jamais saíra de seu vilarejo. No entanto, todos acalentavam um grande sonho, vindo de gerações passadas: voltar para Jerusalém. Os judeus da Etiópia sofriam as mesmas discriminações que os demais, na diáspora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de 1970, havia um grupo organizado dos Beta-Israel que queria emigrar para Israel, apesar de seus membros ainda não serem considerados judeus, não tendo, portanto, direito a fazer aliá. Uma centena de falashas já vivia em Israel, onde começou um movimento liderado por um iemenita judeu nascido na Etiópia, Ovadia de Tzahala, que fizera aliá em 1930 e que tinha parentes entre os falashas. Por isso, pressionava- os a emigrar para Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Operação Salomão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Em 1990, enquanto as forças rebeldes avançavam contra o ditador etíope Mengistu Haile Mariam (o açougueiro de Adis), foi ficando claro que os falashas seriam exterminados, a não ser que con-seguissem deixar o país. Asher Naim, excelente mediador, trabalhou em vários campos simultaneamente. Negociava com Mengistu, coordenava logística e estratégias com os militares israelenses e arrecadava doações, freneticamente, através de contatos nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 23 de maio de 1991, decidiu que havia chegado a hora de convocar a Força Aérea Israelense: a Ope-ração Salomão devia come-çar imediatamente. O ditador Mengistu aceitara as con-dições, mediante pagamento em espécie e impondo segredo absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da embaixada israelense, milhares de falashas se acotovelavam, prontos para partir. Os primeiros aviões israelenses aterrissaram no aeroporto de Adis Abeba e uma equipe de comandantes muito bem preparados se posicionou para proteger a missão a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No total, 14.200 emigrantes foram levados da cidade para o aeroporto Ben-Gurion, em Tel Aviv. Trinta e cinco aviões militares e civis fizeram 41 vôos. Em um dado momento, havia 28 aviões no ar. Um dos Jumbos, que normalmente poderia levar 500 passageiros, transportou de uma só vez 1.087 pessoas, num feito anotado no livro de recordes Guinness.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Para Asher Naim, o resgate dos judeus etíopes foi de importância vital. Ele queria liberar seus irmãos de um ditador tirano e assim assegurar a sobrevivência dessa tribo. Ajudando os falashas a voltar para Jerusalém, Naim chegou a um novo e profundo entendimento do verdadeiro significado de fé, de identidade e da luta para superar as adversidades. No seu livro, cita uma frase de Bernard Raskas: D'us não quer que façamos coisas extraordinárias. Ele quer que façamos coisas ordinárias, de forma extraordinária…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Israel, a adaptação dos imigrantes tem sido bastante difícil. A maioria era muito jovem e sem cultura nenhuma, sofrendo rejeição por causa de sua cor. Vários programas de institutos americanos e judaicos têm desenvolvido projetos especiais de educação intensiva para as crianças, como por exemplo, a escola Beth Zipora, no sul de Israel. O programa foi implantado por Elie Wiesel e ministra cursos de inglês e computação. O sonho dos judeus etíopes é formar líderes, médicos, engenheiros e até generais. O governo israelense tem feito campanhas para angariar fundos para sua absorção e sobrevivência, a fim de não deixá-los voltar ao mesmo ciclo de empobrecimento, amargura e desespero de seu passado na África.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Como vimos, os judeus da Etiópia são tão judeus quantos askenazitas,mizrahis ou sefaradis . Não podemos conceber, que após o reconhecimento da condição judaica dos judeus Etíopes por parte de Israel, parte velada de uma minoria judaica , os tratem de forma diferenciada. Aliás, Israel foi o único país que retirou negros da África para lhes dar a vida, conforto, estudo, trabalho e dignidade. Não há nenhum povo no mundo que tenha experimentado e vivenciado os horrores da discriminação racial, como o povo judeu, portanto, isso é abominável, e deve ser combatido com rigor; aliás não só em relação aos falashas, mas também em relação aos palestinos. Até porque aos olhos de D-us todos são iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não há racialismo em nosso lar! Chai am Israel.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-2450249387882829877?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/2450249387882829877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=2450249387882829877&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/2450249387882829877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/2450249387882829877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2008/01/os-beta-israel-e-luta-pela-incluso-em.html' title='Os Beta Israel e a luta pela inclusão em uma sociedade cosmopolita'/><author><name>נחמיה יצחק</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13430110130509239098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3PownA9KZM8/STlnPhFSDSI/AAAAAAAAAYM/ZVnRJyrZmpQ/S220/arquivos+19+dez+2007+319.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-3951883988851765304</id><published>2008-01-05T21:02:00.000-02:00</published><updated>2008-01-06T02:32:13.420-02:00</updated><title type='text'>QUARENTA ANOS DA PRIMAVERA DE PRAGA DE ALEXANDER DUBCEK: 5 DE JANEIRO DE 1968, O SOCIALISMO VOLTA A SER HUMANITÁRIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/R4AbzMh5CfI/AAAAAAAAADY/ZnBtLW3TV5A/s1600-h/200px-Tom_Stoppard_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152148540062501362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/R4AbzMh5CfI/AAAAAAAAADY/ZnBtLW3TV5A/s200/200px-Tom_Stoppard_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/R4AaFsh5CbI/AAAAAAAAAC4/GKLDocn3XI0/s1600-h/100px-Dubcek.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152146658866825650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/R4AaFsh5CbI/AAAAAAAAAC4/GKLDocn3XI0/s400/100px-Dubcek.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#660000;"&gt;1968, O Ano Que Nunca Terminará: TCHCOSLOVÁQUIA DE DUBCEK RESTAURA O SOCIALISMO DOS LIVRES E BREZHNEV REAGE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993399;"&gt;&lt;em&gt;O DESAFIO MÁXIMO AO STALINISMO (CUJA VOCAÇÃO ANTI-SEMITA ALEIJOU A TCHECOSLOVÁQUIA NO INFAME JULGAMENTO DE SLÀNSKY EM 1953) RETRATADO EM &lt;/em&gt;"ROCK 'N' ROLL",&lt;em&gt; DE UM DRAMATURGO DE ORIGEM JUDAICA, TOM STOPPARD&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#333300;"&gt;&lt;strong&gt;A Primavera de Praga de 1968 foi um dos mais belos desperdícios da Guerra Fria, sufocada pelos tanques do Pacto de Varsóvia, que, sob a Doutrina Brezhnev, não podia tolerar a mais humanitária evolução do Socialismo Marxista-Leninista. O episódio, iniciado há exatos quarenta anos no dia cinco de janeiro de 1968, data da posse de Alexander Dubcek na Presidência da Tchecoslováquia, foi abruptamente sufocado por iniciativa do &lt;em&gt;premier&lt;/em&gt; da URSS Leonid Brezhnev, e seria imortalizado na peça &lt;em&gt;"Rock 'n' Roll"&lt;/em&gt; do dramaturgo judeu 'Tom Stoppard', vindo da Tchecoslováquia e radicado na Grã-Bretanha. O escritor, cujo nome real era Tomás Straussler, consagrou-se no cinema como roteirista de &lt;em&gt;"Shakespeare Apaixonado"&lt;/em&gt; e do épico político orwelliano &lt;em&gt;"Brazil--O Filme"&lt;/em&gt; e com adaptações de suas peças como "&lt;em&gt;Rosencrantz and Guildenstern Are Dead"&lt;/em&gt;, mas foi com a sátira política &lt;em&gt;"Rock 'n' Roll"&lt;/em&gt; Straussler fez sua obra-prima retratando uma banda de rock desafiando o mainstream cultural para representar as reformas libertárias de Dubcek dentro do Partido Socialista Tcheco-Eslovaco desafiando o stalinismo soviético da velha-guarda do partido na primeira dissidência ao poder imperial de Moscou, desde os expurgos de 1952, em que os soviéticos condenaram treze altos dirigentes do partido--dos quais dez eram judeus--por crimes de conspiração Trotskyista-Sionista-Titoísta num julgamento ensaiado.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000099;"&gt;A Primaver de Praga teve seus antecedentes com o desgaste da estrutura do KSC (&lt;em&gt;Komunisticka strana Ceskoslovensko&lt;/em&gt;, Partido Comunista da Tchecoslováquia) ocasionada com a crise econômica que atingiu a Tchecoslováquia na segunda metade dos anos sessenta, em meio a pressões para uma retomada do processo de Desestalinização. Na verdade, a vanguarda reformista do partido, liderada por figuras como Ota Sik e Alexander Dubcek já estava fazendo avanços desde 1963, quando líderes eslovacos desalojaram os principais tenentes da linha dura do partido de sua seção eslovaca (KSS, ou &lt;em&gt;Komunisticka strana Slovensko, &lt;/em&gt;Partido Comunista Eslovaco). Na ocasião Dubcek, membro do Comitê Central do KSC desde 1962, tornou-se primeiro-secretário do KSS e firmou-se como a principal oposição ao linha-dura Antonín Novotný, líder supremo do KSC (na época o Partido Comunista mais stalinizado do mundo, desde o Julgamento Slànsky de 1952) e chefe de governo da Tchecoslováquia. Em outubro de 1967 os renovadores de Sik e Dubcek conquistaram a força e o prestígio necessários para desautorizar Novotný no Comitê Central do KSC, desencadeando a maior crise do partido desde os expurgos de 1952.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000099;"&gt;1952 foi o ano do Julgamento Slànsky, a última crueldade da vida de Josef Stálin, quando o Partido Comunista da URSS interveio no KSC para promover uma "limpa" nos seus quadros dirigentes, a fim de assegurar o controle absoluto do partido pelos elementos mais fanaticamente leais ao stalinismo soviético. Num processo judicial altamente enviesado e tendencioso, treze altos hierarcas do KSC foram condenados (muitos à morte) por participar de uma "conspiração Trotskyista-Sionista-Titoísta". Se a combinação de Trotsky, Josip Tito e sionismo judaico soa levemente anacrônica, havia um elemento que unificava a maioria desses dirigentes para além dessas três tendências políticas: &lt;strong&gt;ONZE DOS TREZE LÍDERES CONDENADOS NO JULGAMENTO SLÀNSKY ERAM JUDEUS. &lt;/strong&gt;Nenhum outro elemento unificava tão bem os acusados: Rudolf Margulius era um neo-socialista com simpatias ocidentais, Vladimir Clementís era um rebelde veterano independente de Moscou, o próprio Rudolf Slànsky, vice-líder do partido e mais destacado dirigente entre os acusados, era um stalinista linha-dura radicalmente pró-URSS, Artur London era um Republicano da Guerra Civil Espanhola, Bedrich Reicin era um soldado de longo histórico de luta anti-nazista, Mirada Horáková era uma ativista renovadora que chegou a ser defendida por Winston Churchill. No epicentro do espetáculo estava o sinistro Klement Gottwald, &lt;em&gt;premier&lt;/em&gt; da Tchecoslováquia desde o Golpe de 1948 no qual fora empossado justamente pelos supostos traidores que estava a executar. Gottwald não hesitou em ceder às pressões de Stálin que se livrasse dos elementos "rebeldes" do KSC, e forjou a tal conspiração de vários militantes, muitos dos quais nunca tiveram contato, e alguns dos quais era inclusive amigos próximos de Gottwald (como o próprio Rudolf Slànsky suposto líder da conspiração que, como os demais, foi torturado para confessar uma culpa inexistente).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000099;"&gt;Esse era o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; do KSC à época da ascensão dos reformistas: de todos os Partidos Comunistas do Bloco Soviético, cujas lideranças judaicas foram expurgadas nos derradeiros anos da vida de Stálin, o mais disciplinado e linha-dura (e ausente de judeus) era o KSC, e Novotný, o sucessor stalinista de Gottwald, adotou essa linha com tamanho rigor que ao ser desafiado em outubro de 1967, ninguém mais no Comitê Central suportava a sua tirania. Novotný recorreu ao PC da União Soviética para contornar a crise, e a ida de Leonid Brezhnev à Praga em dezembro de 1967 precipitou a queda: a lealdade cega de Novotný ao PC da União Soviética tinha criado um desgaste tão grande no KSC que Brezhnev preferiu destituí-lo de seus cargos, e no dia cinco de janeiro de 1968 Alexander Dubcek o substituiu como primeiro-secretário do KSC, no marco inicial da Primavera de Praga. Novotný seria finalmente desalojado da presidência da Tchecoslováquia no dia 22 de março, substituído por Ludvik Svoboda. Com Dubcek à frente do KSC, a liberdade de imprensa foi restaurada ao país e uma política de defesa dos Direitos Humanos foi adotada pelo governo. Em abril Dubcek lançou seu "Programa de Ação" propondo liberdade de consumo, liberdade de expressão, federalismo (Dubcek inclusive era eslovaco) e democracia pluripartidária, a ser implementado no 14o. Congresso do KSC marcado para nove de setembro, ocasião na qual um novo Comitê Central seria eleito, para substituir a estrutra que Gottwald implementara em 1952. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000099;"&gt;A abertura do regime tcheco-eslovaco precipitaria as grandes manifestações populares em favor de uma radicalização democrática, desencadeada com o artigo "Duas Mil Palavras" de Ludvík Vaculík, um jornalista que buscava apressar as reformas para além da influência de Dubcek, na tentativa de promover um rompimento forte com as forças soviéticas do KSC. Mas Dubcek temia repetir o radicalismo anti-stalinista da Revolução Húngara de 1956, quando o Pacto de Varsóvia esmagou as reformas de Imre Nagy, e por isso começou em julho negociações com Leonid Brezhnev e o PC da União Soviética para não provocar antagonismo do Pacto. Aparentemente, a velocidade das reformas libertárias do KSC já provocara antagonismo suficiente, porque embora em momento algum Dubcek defendesse que a Tchecoslováquia saísse da Comecon e da Organização do Pacto de Varsóvia, os stalinistas do KSC não poderiam, por questão de índole ideológica, tolerar qualquer tentativa de democratização--e Brezhnev se dispunha a ser avalista. Mesmo durante as negociações de julho a "ala conservadora" do KSC já tinha elaborado um projeto de golpe de estado que contaria com apoio de tropas soviéticas para depor Dubcek, e esse oficiais encaminharam o pedido durante os bastidores da própria negociação. Oficialmente Brezhnev prometeu não interferir no 14o. Congresso do KSC e inclusive retirar tropas do Pacto de Varsóvia que ensaiavam manobras militares em território tcheco-eslovaco, e no dia 3 de agosto todos os países do Pacto se encontraram em Bratislava, na Eslováquia, para assinar um acordo que determinava que as intervenções militares só aconteceriam se um país sofresse um golpe burguês-capitalista. Com os termos ideológicos do Pacto a critério de Brezhnev, a URSS não tardou a mostrar o que ela pensava do "socialismo com rosto humano" de Dubcek: na virada do dia 20 pra 21 de agosto cerca de 7 mil tanques soviéticos invadiram a Tchecoslováquia, e entre duzentos e seiscentos mil soldados do Pacto marcharam contra a democratização, vinte e oito mil só da Polônia. Também participaram Hungria, Alemanha Oriental, e Bulgária. Dubcek implorou desesperadamente para que seus conterrâneos praticassem desobediência civil e resistência não-violenta aos soldados do Pacto, setenta e dois civis tchecos e eslovacos foram assassinados no massacre, centenas foram feridos, 70.000 fugiram imediatamente do país (o número total de emigrantes chegaria a trezentos mil), e um estudante, Jan Palach, se imolou em protesto contra a invasão. Dubcek, que nem chegou a assumir a presidência da Tchecoslováquia, foi destituído do cargo e transformado num burocrata menor do governo. Um protesto de jovens russos na Praça Vermelha em Moscou contra a invasão promodia pela política da URSS (que viria a ser chamada de "Doutrina Brezhnev") seria brutalmente reprimida no dia 25 de agosto. A Tchecoslaváquia permaneceu ocupada pela reação anti-democrática até o fim do ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000099;"&gt;A Primavera de Praga foi uma utopia tão doce e tão inocente, e sua repressão foi tão violenta e tão gratuita, que o episódio foi um dos grandes divisores de águas na história política do Socialismo. Primeiro consagrou o comunismo soviético como monolítico e irreformável. Daí seu colapso foi definitivo e inevitável. Em segundo lugar, as formas democráticas de socialismo se tornaram irrevocavelmente inconciliáveis com a bipolarização da Guerra Fria. Daí o limbo da inoperância no qual o socialismo humanitário fora arremessado até a Era Gorbachev. E por fim, ficou patente que o socialismo internacional não poderia ser outra coisa que não a extensão da política externa soviética. Os países que não eram satélites da URSS, portanto, perderam a vocação internacionalista: Cuba foi inexpugnavelmente isolada, a China se transmutou numa potência imperialista de mercado, o Vietnã, Laos e Camboja se tornaram típicas repúblicas do Terceiro Mundo asiático, a Albânia radicalizou-se num sistema fascistóide, e a Iugoslávia se tornou um veículo do nacionalismo sérvio. A Primavera de Praga marcou o rompimento da intelectualidade de esquerda do Ocidente com o bloco oriental, além da guinada em direção ou à social-democracia, ao trotskyismo, ou ao anarquismo, a intelectualidade anti-conservadora começou a abrir filões para a geração que nascera sob a opressão do do Sovietismo, mais compenetrados na contestação cultural e comportamental do que na revolução proletária. Desse contexto surgem alguns dos grandes intelectuais judeus da contracultura, como Hannah Arendt, Leszek Kolakowski, André Glucksmann, Meyer Schapiro e Tom Stoppard. E é com esse espírito que Stoppard escreve sua obra, inclusive a que aborda a invasão soviética da Tchecoslováquia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-3951883988851765304?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/3951883988851765304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=3951883988851765304&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3951883988851765304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3951883988851765304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2008/01/quarenta-anos-da-primavera-de-praga-de.html' title='QUARENTA ANOS DA PRIMAVERA DE PRAGA DE ALEXANDER DUBCEK: 5 DE JANEIRO DE 1968, O SOCIALISMO VOLTA A SER HUMANITÁRIO'/><author><name>Bruno Ruivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04985415718183281850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/R4AbzMh5CfI/AAAAAAAAADY/ZnBtLW3TV5A/s72-c/200px-Tom_Stoppard_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-288511825558913983</id><published>2008-01-01T12:34:00.000-02:00</published><updated>2008-01-01T13:58:24.718-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marranismo'/><title type='text'>Capitão Barros Bastos e os judeus em Portugal -Caso Dreiffus português</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Capitão Barros Bastos e os judeus em Portugal -Caso Dreiffus portuguêsBarros Bastos Dreiffus luso e outsider da causa marrana no século XX&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessantemente alguns veiculos de comunicaçao do ishuv tem dado alguma nota a historia desta figura emblematica do do Capitão Barros Basto,Arthur Carlos de BARROS BASTO, para muitos um desconhecido, ele é uma espécie de Caso Dreyfus lusitano,uma historia que merece ser divulgada. Embora não possamos aqui fazer comparaçoes quanto a importancia dos casos, a questão em que Barros Bastos insere-se tem sua singularidade e similitudade primeiro por que ele era um tambem um herói do exército ,aqui o português , e que ao descobrir sua ascendência judaica resolveu retornar à fé ancestral em um processo que marcaria a Historia portuguesa por abrir as portas para os estudos sobre o marranismo em pleno séc XX. Sendo um homem de fé inabalável“Adonai li velo irá” (Tenho D-us comigo, por isso não temerei”)foi sepultado, segundo o seu desejo, com a sua farda de valoroso capitão, e suas medalhas e condecorações obtidas numa brilhante carreira de militar, na implantação da República em 1910, e nas batalhas da Flandres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, ainda nos dias de hoje e mesmo no Brasil tanto dentro ou fora da Comunidade judaica ainda existem tabus que Barros Bastos enfrentou no inicio do século XXE Isso ,cabe frisar mais uma vez ,por volta dos anos 30 do século passado, em pleno Estado Novo em um país dominado pela intolerância religiosa e pela tentaiva lusa do cientificismo. E que de uma hora para outra centenas de pessoas resolveram sair de seus esconderijos e assumir publicamente seu judaísmo ou simplesmente tendo coragem de dizerem se de origem judaica em varias regioes lusas como a nortenha e de Tras- os- montes. E como hoje em Portugal algo que nos arremete a existencia de judeus como nomes logicamente portugueses,como Moreira, Almeida, Mendes, Affonso,Mello,Vasco, ...outros nem tão incomuns como Melamed,Medina,Benayoum ou aportuguesados do hebraico como Sekher,Anidjar,Azoulay,Fourtune,Choucroum,...mas que a primeira vista pareceriam apenas um conto da carochinha ou exotismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao Capitao Barros Bastos, alem da fronteira do atavismo e o do não proselitismo, ,apos sua conversão (ou retorno ,como se referia)enfrentou a Igreja e o governo que não gostaram da história e forjaram um processo contra Barros Basto, e dentre inumeras acusações ,como de sedição e homossexualismo,acabou expulso apos execlação moral, do exército português pelo simples fato de sua descoberta. Barros Basto foi um verdadeiro apóstolo dos Marranos, aos quais dedicou a sua vida e padeceu por eles, morrendo na desgraça, quando todos à sua volta estavam convencidos de que a sua Obra tinha sido vencida pelos duros golpes infligidos pelos seus inimigos, de fora e de dentro.Mas Barros Basto não era um Marrano a stricto senso, porque esse termo designa o judeu forçado a converter-se ao cristianismo, cuja família continuou a praticar a religião dos seus pais, em segredo, consciente do perigo de morte em que incorria.Barros Basto era descendente desses judeus convertidos pela força – revelou-lhe muito em segredo, seu avô, na biblioteca da casa em Amarante, quando ele tinha apenas 8 anos. Era um segredo que, em cada geração, só um membro da família Barros Basto guardava. E o avô, antes de morrer, escolheu Arthur, e não o pai deste, para depositário desse segredo.A família não guardava qualquer preceito judaico, e, pelo contrário, sua extremosa mãe era católica muito praticante, que o levava à Igreja, e tinha grande desgosto pela aversão que a criança demonstrava, sem saber porquê, aos círios e às procissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da existência de judeus em Portugal só soube em 1904, quando leu num jornal que havia sido inaugurada uma sinagoga em Lisboa.Foi nessa sinagoga que ele tentou ser admitido, quando, anos mais tarde, o exército o mandou frequentar um curso na Escola Politécnica, em Lisboa.Mas os dirigentes da sinagoga dissuadiram-no. Não só porque o judaísmo é adverso a aceitar prosélitos, como porque os judeus de Lisboa se sentiam ainda apenas “tolerados” e temiam ser acusados de missionarismo.Assim o jovem oficial português não foi às cegas para o judaísmo. Pelos seus próprios meios, como autodidata, ele estudou profundamente e comparou as principais religiões: além do Judaísmo, o Cristianismo, o Islão, e as doutrinas teosóficas de Madame Blavatsky e de Steiner.Vendo baldados todos os seus esforços para ser aceite pelos judeus, aos quais, segundo a revelação de seu avô, ele pertencia, Barros Basto entendeu que, para ser um homem digno não era necessário ser admitido na sinagoga,mas fez valer o esforço de sua origem que até então era objeto de obscurantismo pela familia neste Portugal catolico e que a séculos se esforçara em apagar suas origens impuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe tentar compreender aqui um Portugal que no desenlace dos séc XIX e XX rivalizava a colonizaçao da Africa com potencias europeias nas ciencias e estudos antropologicos e que atraves de Barros Bastos ganhava o problema de sua origem 'impura' judaica.Portugal queria firmar se como nação homeogenea e atraves de um renomado capitão obtinha a ingloria de admitir que o sonho luso teria de admitir velhas diferenças .Um exemplo de sua luta é a Sinagoga Kadorie, do Porto, por Barros Bastos erigida,e que é um magnífico prédio que abriga a coletividade judaica local. A comunidade israelita portuguesa iniciou uma mobilização para a revisão do seu caso. A campanha foi lançada há poucos dias e recebeu um número impressionante de adesões. É preciso que a coletividade judaico-brasileira tome conhecimento desse fato e possa participar assinando a petição on-line cujo link segue abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/benrosh/petition.html"&gt;http://www.petitiononline.com/benrosh/petition.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*em breve adentraremos mais a questão acerca do Marranismo no Brasil e em Portugal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-288511825558913983?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/288511825558913983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=288511825558913983&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/288511825558913983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/288511825558913983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2008/01/capito-barros-bastos-e-os-judeus-em.html' title='Capitão Barros Bastos e os judeus em Portugal -Caso Dreiffus português'/><author><name>נחמיה יצחק</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13430110130509239098</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_3PownA9KZM8/STlnPhFSDSI/AAAAAAAAAYM/ZVnRJyrZmpQ/S220/arquivos+19+dez+2007+319.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-8366312627929684671</id><published>2007-12-22T01:31:00.000-02:00</published><updated>2007-12-22T02:10:22.982-02:00</updated><title type='text'>A LEI  DA HONESTIDADE: SÓ GANHANDO AS RUAS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;A Campanha do "Abertas Já" Tem que Mobilizar a Sociedade Civil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#330033;"&gt;O CONGRESSO NACIONAL SERÁ REFÉM DA TRANSPARÊNCIA--QUEM NÃO QUISER ABRIR AS CONTAS NÃO PRECISA SER CANDIDATO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;A Projeto de Lei de Iniciativa Popular pode ser conferido na parte lateral inferior do blog. Ele será lançado em Abril de 2008, no aniversário de vinte e cinco anos do lançamento da Emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para a Presidência da República. Esse aniversário será importante para construir um apelo popular ao projeto, e se a sociedade civil se mobilizar como fez em 1983/1984, duas certezas serão atingidas: o Projeto de Iniciativa Popular conseguirá as assinaturas necessárias para ser encaminhado ao Congresso (1% do eleitorado) e a cobertura dos meios de comunicação será tão intensa que o congressista que ousar votar contra será desgraçado pelo eleitorado. Faremos então uma OUTRA campanha: a de pressionar o Congresso para aprovar a lei. Como ela só poderia entrar em vigor na legislatura seguinte à que aprovar a Lei da Honestidade, estamos até dando uma colher de chá aos congressistas opacos que tenham contas a esconder a concluir seus mandatos discretamente e não mais se candidatar. Vamos pagar pra ver: a maioria dos congressistas irão, de repente, entender que não há necessidade de se reelegerem.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-8366312627929684671?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/8366312627929684671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=8366312627929684671&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/8366312627929684671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/8366312627929684671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/12/lei-da-honestidade-s-ganhando-as-ruas.html' title='A LEI  DA HONESTIDADE: SÓ GANHANDO AS RUAS'/><author><name>Damião Gersonlwitz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08066448070372426975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-3325335895878978593</id><published>2007-12-04T00:07:00.000-02:00</published><updated>2007-12-22T01:30:43.938-02:00</updated><title type='text'>UM JUDEU NA CORTE DO REI GETÚLIO??</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.sergiosakall.com.br/montagem/jornal-samuel.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.sergiosakall.com.br/montagem/jornal-samuel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sergiosakall.com.br/montagem/jornal-samuel.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#330033;"&gt;Samuel Wainer, o Último dos Jornalistas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#330033;"&gt;Intrépidos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;O polêmico criador do "Última Hora" que marcou o jornalismo nacional foi um dos judeus brasileiros mais resilientes nos tempos de Getúlio Vargas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;Samuel Wainer nasceu em 1912. Onde, ninguém sabe. São Paulo, segundo seus muitos defensores--seria brasileiro nato, nesse caso. Na Bessarábia (hoje Moldávia), segundo seus muitos detratores--seria estrangeiro, juridicamente impedido de ser dono de um órgão de comunicação. Não é um mero dado biográfico--que sequer sua autobiografia solucionou--que se encontra em questão, mas a legitimidade de Samuel como dono do "Última Hora", o mais ousado jornal na história da República Brasileira. Através dele Samuel Wainer revolucionou a prática de jornalismo no país, com cacife (e sucesso, muito sucesso) para desfiar alguns dos grandes tubarões da mídia, como seu ex-patrão, Francisco de Assis Chateaubriand, e seu eterno rival, Carlos Lacerda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;Qual o motivo do incômodo? No caso de Assis Chateaubriand não o discriminava por ser judeu--discriminou tantos outros judeus, de certo modo, mas quando um judeu se mostrava útil, Chateaubriand o apreciava (como era o caso de Eugênio Gudin). Apreciar e afagar uma pessoa por sua utilidade conjuntural, mesmo com maiores desafetos, era hábito de Assis Chateaubriand. Mas o Última Hora foi o maior fenômeno de vendas do jornalismo brasileiro e Wainer devorou um naco do mercado de Chateaubriand. Já no caso do vil Carlos Lacerda, o udenista inflamado tinha o hábito de combater todos que não se sujeitavam aos seus violentos projetos políticos, mas com Samuel havia uma venenosa rixa pessoal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mais do que mera concorrência aos dois jornalistas sacanas, o "Última Hora" foi o único grande jornal do país que tomou a defesa de Getúlio Vargas nos anos 50, no auge da guerra política dos nacionalistas com os entreguistas. E Vargas, ícone máximo do movimento nacionalista, era inimigo jurado de entreguistas assumidos como Lacerda, e só não era inimigo de Chateaubriand porque muitas águas já haviam rolado entre os dois (relação deles se alternava entre a hostilidade e o companheirismo). Getúlio Vargas proporcionou a Wainer a oportunidade de fundar seu próprio jornal, coisa que sob o tacape de Chateaubriand jamais aconteceria, pois nem um cargo de diretor de um dos Diários Associados o velho patrão o concederia, muito embora o talentoso Wainer fizesse por merecer. Com o apoio de Getúlio e um controvertido finaciamento do Banco do Brasil, Wainer fundou o "Última Hora" em 1951, do qual foi editor-chefe e diretor até sua falência em 1971, decorrente da perseguição implacável da ditadura militar contra o único órgão de imprensa que havia combatido o Golpe de 64.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Samuel Wainer teve sua grande estréia no jornalismo durante o Estado Novo, escrevendo no jornal "Diretrizes", publicação de centro-esquerda que acabaria perseguido pelo regime. Seu talento foi descoberto pelo truculento Assis Chateaubriand, e uma convocado para os jornais do milionário paraibano, seu brilhantismo lhe valeu a oportunidade única de entrevistar Getúlio Vargas, então senador pelo Rio Grande do Sul, 1949. No que seria uma das grandes entrevistas históricas do Brasil, o velho caudilho gaúcho revelou a disposição de batalhar para se retornar à Presidência da República de que já fora titular, com a famosa frase "voltarei como um líder de massas". Wainer tornou-se um entusiasta da candidatura e Vargas, vitorioso em 1950, apelidou Wainer de "Profeta" e lhe concedeu sua primeira entrevista como presidente-eleito. Uma forte amizade desenvolvida entre os dois ao longo desses dois anos mostrou a Vargas que a lealdade de Wainer, além de seu talento inegável, o tornava o candidato ideal para dirigir um jornal que fizesse contraponto à grande tendência política da mídia da época: anti-nacionalismo, anti-trabalhismo, anti-populismo, ou seja, hostil a Getúlio. De todos os jornais de Pindorama, o mais ferozmente anti-getulista era o "Tribuna da Imprensa" dirigido pelo intolerante udenista radical Carlos Lacerda, um anti-comunista brutal e ácido difamador (chamava Getúlio de "Patriaca do Roubo").&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lacerda, ex-companheiro de redação de Wainer nos Associados de Chateaubriand, (onde a lendária rivalidade fora ensaiada) acusava Getúlio de crimes gravíssimos e orientou seu séquito udenista (conhecido como "Clube da Lanterna" e famoso por seu anti-comunismo golpista e doentio) a instalar uma CPI para retirar de Wainer o "Última Hora", alegando ser ele estangeiro, falsificador da própria certidão de nascimento--tudo isso para golpear Vargas massacrando o judeu forasteiro. Chateabriand, de olho nas vendagens extraordinárias do "Última Hora", daria espaço irrestrito em sua TV Tupi para Lacerda destilar todo o seu cruel veneno. A acusação de ser estrangeiro era enfática quanto a origem judaica de Samuel Wainer e era especialmente traiçoeira, por Wainer ser justamente um dos grandes nacionalistas de esquerda do Brasil. Mas Wainer não deixaria barato: o cartunista Lan, colaborador permanente do "Última Hora", de origem italiana e simpatias getulistas, criou, por encomenda do patrão, "o Corvo", caricatura mordaz de Lacerda, pelo seu aspecto antipático e sua vilania tirânica. Lançado por Wainer, o apelido de "Corvo" colou e perseguiria Lacerda até a morte, mas ao fim da polêmica da CPI (que acabaria provando que TODOS os jornais eram financiados com dinheiro público, especialmente os de Chateaubriand e inclusive o de Lacerda), Getúlio estava duramente desgastado. Acabou se suicidando depois que o "Corvo" fizera o público crer que o Presidente fora responsável pelo &lt;strong&gt;Crime da Rua Toneleiro&lt;/strong&gt;, no qual Lacerda tomou um tiro e seu guarda-costas, Major Rubem Vaz, foi assassinado. O suicídio de Vargas foi um enorme fenômeno popular e reverteu a opinião pública contra "o Corvo", contando com a ajuda do "Última Hora". Tanto que a sede do "Tribuna da Imprensa" acabou completamente empastelada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E Wainer não deu trégua a Carlos Lacerda. Foi inocentado em todas as instâncias da acusação de falsidade ideológica e pôde manter o "Última Hora", para o desgosto do amragurado rival, líder da UDN. De quebra, Wainer foi enorme entusiasta do governo Juscelino Kubistchek, que embora tenha entrado para a História como um grande estadista defensor da democracia, era perseguido implacavelmente pela imprensa e pela bancada da UDN no Congresso, sobretudo sua ala mais radical, a "Banda de Música" (da qual Carlos Lacerda era o maior e mais agressivo orador, acusando JK das piores barbaridades). O "Última Hora" defendeu Juscelino (chamado por Lacerda de "O Cafajeste Máximo"), atacou Jânio Quadros, defendeu João Goulart, e atacou a ditadura militar (tudo na contramão do "Tribuna da Imprensa"). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Com o Golpe de 64 e o AI-1, outro judeu trabalhista, Raul Ryff, secretário de João Goulart, foi um dos 102 primeiros brasileiros a serem cassados pelo regime ditatorial que Carlos Lacerda ajudara a montar (o próprio Lacerda acabou perseguido pelo regime de 64, quando se deu conta que ele não o faria Presidente da República, jamais). O regime militar perseguiu o "Última Hora" desde o primeiro dia, e Samuel Wainer foi o maior crítico da ditadura dentro da imprensa. Inclusive, por ser defensor do janguismo e ser crítico dos direitistas, Wainer teve o "privilégio" de ser o primeiro jornalista a ser censurado e CASSADO no Brasil. Finalmente, a censura letal da ditadura levou a um melancólico fim do jornal oposicionista: em 1972, devastado por uma censura mortal, o "Última Hora" foi à falência e Wainer teve que vendê-lo a um grupo que não soube administrá-lo, levando ao encerramente definitivo das suas atividades na década seguinte. Samuel Wainer morreu em 1980, já anistiado, como modesto colaborador da Folha de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É curioso que um judeu de grande destaque da sociedade tivesse ganho tanta amizade com Getúlio Vargas, cujo política anti-comunista ficaria para sempre marcada pela deportação de Olga Prestes, esposa de Luís Carlos Prestes (líder máximo do Partido Comunista Brasileiro), que estava grávida, para a Alemanha nazista. Mas embora houvesse anti-semitismo entre grupos varguistas (a começar pelo intragável chefe de polícia Filinto Müller, inimigo histórico de líder socialista Prestes, o grandioso "Cavaleiro da Esperança"), muitos anti-getulistas também foram anti-semitas ferrenhos, sobretudo na tentativa de humilhar e desmoralizar Samuel Wainer. A verdade é que nós, judeus, sempre tivemos nossos simpatizantes como aliados conjunturais em função de circunstâncias históricas. Getúlio Vargas era, antes de tudo, um pragmático. Condenava uma judia que lhe era perigosa como Olga Benário Prestes e glorificava um judeu que lhe fosse proveitoso, como Samuel Wainer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*Samuel Wainer casou-se com a über-model Danuza Leão, uma das musas da Terceira República (1945-1964), com quem teve os filhos Samuel e Débora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*O "Última Hora" foi o pirmeiro jornal brasileiro a adotar uma seção de cartas do leitor, rapidamente copiado por jornais de todo o país&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*Foi para Samuel Wainer quem Getúlio proferiu a lendária frase "Só morto sairei do Catete!", publicada na edição do "Última Hora" horas depois de sua morte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*Samuel Wainer foi o criador de uma nova seção do jornal que ganharia o mundo: o Caderno de Bairro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*É de Samuel Wainer a frase "Assis Chateaubriand foi o verdadeiro 'Cidadão Kane' brasileiro"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*O "Última Hora" consagrou os talentos de figuras históricas como Nelson Rodrigues, Paulo Francis e até o Chacrinha!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-3325335895878978593?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/3325335895878978593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=3325335895878978593&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3325335895878978593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3325335895878978593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/12/um-judeu-na-corte-do-rei-getlio.html' title='UM JUDEU NA CORTE DO REI GETÚLIO??'/><author><name>Rachel Le Betapal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02068188958149544474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-6846732505564936106</id><published>2007-12-02T21:16:00.000-02:00</published><updated>2007-12-02T21:45:32.824-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Quando um povo por seu povo se esmera&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Que dirá de quem herdar o seu legado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Se de novo se reparte dessa esfera&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Cada tribo lhe cobrando o negado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Que será de quem não cobra mais que o pouco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Se por pouco não ceifaram os ferozes?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Sei quiçá que sabe mais sem ser mais louco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;O contente que a contenda dos algozes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Antes fosse a crueldade causa laica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Mas de cada amor brotaram maus valores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Inclusive da pujança por judaica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Paciência ao que reajo só com flores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Sapiência que a chamo assim hebraica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Chamas que acendem tais meigos calores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-6846732505564936106?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/6846732505564936106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=6846732505564936106&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/6846732505564936106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/6846732505564936106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/12/quando-um-povo-por-seu-povo-se-esmera.html' title=''/><author><name>Damião Gersonlwitz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08066448070372426975</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-4244587434764800923</id><published>2007-11-28T00:37:00.000-02:00</published><updated>2007-12-02T20:58:11.261-02:00</updated><title type='text'>O LONGO CAMINHO PARA A PAZ</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D1TA8XklgLI/R0zleTz2kbI/AAAAAAAAABw/YNwTYyBHits/s1600-h/OLmert_Abbas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137733583799488946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D1TA8XklgLI/R0zleTz2kbI/AAAAAAAAABw/YNwTYyBHits/s320/OLmert_Abbas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ruvr.ru/files/Image/Asia/Palestine/OLmert_Abbas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;ENCONTRO EM ANNAPOLIS ENTRE MAHMOUD ABBAS E EHUD OLMERT&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Paz Entre Israel e o Povo Palestino Nunca Foi Impossível--Mas Uma Paz Entre Governos Será Efetiva?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A paz no Oriente Médio sempre esteve ao alcance da Humanidade. Se a Guerra não fosse benéfica para ALGUÉM em alguma parte do mundo as pessoas já teriam desistido dela, tamanha é a mentalidade ultra-utilitarista (e &lt;em&gt;impiedosa&lt;/em&gt; nesse sentido) dos nossos tempos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O comércio bélico em nada difere de outros comércios no que tange sua correspondência a uma demanda social. As pessoas precisam de material bélico porque guerrear é uma atividade humana autêntica, tanto quanto quaisquer outras atividades econômicas. A Guerra é mais lucrativa que as drogas--e olha que nem as drogas sofrem tamanha sanção moral. A Guerra comove. Passeatas em defesa da Paz emplogam pessoas de todos os idiomas, de pólo a pólo, as pessoas defendem a Paz de maneira bem mais unânime do que defendem as drogas. Aliás, nenhum posicionamento em relação as drogas mobiliza tantos corações quanto a defesa da Paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Não há sanção moral que reprima o mercado. Por sua vez, as sanções legais tem eficácia questionável, quando não risível (c&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;omo na Lei Seca). A Guerra, então, caramba, ela sequer se submete à circunscrição de uma legalidade--pelo contrário, ela é travada entre legalidades diferentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O que impele os seres humanos à Guerra? O mercado só faz atender a essa demanda, mas...possui essa demanda qualquer demiurgo?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O Poder. Mil passeatas não comovem quem está disposto a ter Poder e exercê-lo. Se uma mentalidade busca o Poder e está disposta a ir até o extremo do confronto armado, ela não será demovida por apelos morais. Não será demovida por qualquer sentimento de culpa. Não será demovida sequer por uma percepção da futilidade desse esforço. Não será demovida por qualquer sensação de irreversibilidade dessa trajetória. Não será demovida por um cálculo do alcance potencial que o conflito pode tomar. A guerra hoje pode nos levar ao extermínio de maneira bem mais certa do que no passado. E daí? Por acaso o ser humano tem &lt;strong&gt;consciência de espécie? &lt;/strong&gt;Pobres humanos, não tem sequer consciência de classe, terão consciência de Humanidade??&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Pessoas ao entrar em Guerra assumem o risco de seus resultados. As grandes decisões humanas envolvem assunção de riscos. A Guerra envolve a assunção de parte a parte do risco de destruição; a intensidade dessa destruição não pesa a decisão. O fato de uma Guerra de Hoje poder destruir o mundo em contraste com a Guerra de Ontem que destruía somente uma cidade não pesa nessas tomadas de posição. Certamente não mais do que o fato de um investimento no Mercado de Hoje poder render bilhões de dólares enquanto que o investimento no Mercado de Ontem renderia milhares de dólares. A percepção humana da realidade se altera conforme as proporções de seu mundo. Um Senhor da Guerra de Hoje tem a mesma convicção inabalável do Senhor da Guerra de Ontem, como o princípio não se altera, guardadas as proporções da Guerra, o processo de tomada de decisão para desencadeá-la permanece rigorosamente o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Esse mês relembramos a morte de Yitzchak Rabin. Um homem que passou parte de sua vida assumindo o risco da Guerra e outra parte assumindo o risco da Paz. E sua própria vida foi o sacrifício pela assunção do risco da Paz. Mil vezes a Guerra poderia ter lhe tirado a vida, mas no final foi a Paz quem o matou. Tivesse Rabin sucumbido à escolha fácil de combater os palestinos, dificilmente teria sido assassinado por Yigal Amir. Em seus disparos, Amir se mostrou o fraco que que apela à violência matando o forte que ousou a Paz. &lt;em&gt;A verdadeira força não reside em sua capacidade de subjugar um adversário; reside em sua habilidade em não sucumbir ao desejo de fazê-lo.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Violência é fácil e não exije força; contê-la é que é difícil e para isso força se exige.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;u não invejo Ehud Olmert e Mahmoud Abbas. Eles são fortes. HaShem, quão forte eu seria se eu tivesse na posição deles? Poderia eu assumir o risco da Paz como eles o fazem? Posso admirar suas forças, suas coragens, e por isso mesmo eu não os invejo. HaShem, tende piedade deles se eles fracassarem. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;HaShem, tende ainda mais piedade deles se eles lograrem êxito.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Pois haverá fracos que não aceitarão os riscos assumidos em seu nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-4244587434764800923?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/4244587434764800923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=4244587434764800923&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/4244587434764800923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/4244587434764800923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/11/o-longo-caminho-para-paz.html' title='O LONGO CAMINHO PARA A PAZ'/><author><name>Israel Herzog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12894051326033144707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D1TA8XklgLI/R0zleTz2kbI/AAAAAAAAABw/YNwTYyBHits/s72-c/OLmert_Abbas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-3672210545703649663</id><published>2007-11-02T20:17:00.000-02:00</published><updated>2007-11-05T20:36:50.941-02:00</updated><title type='text'>90 ANOS DA DECLARAÇÃO DE BALFOUR</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#000099;"&gt;A PROMESSA DE UM ESTADO JUDAICO TORNADA OFICIAL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;O Movimento Sionista conquistaria sua primeira vitória nas relações internacionais, no dia dois de novembro de 1917, mas os desafios se intensificariam&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#333399;"&gt;O Ministro de Estado do Reino Unido Arthur Balfour assina a declaração se mostrando favorável a criação do Estado Judaico na Palestina&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#333399;"&gt;Sionistas do mundo todo conseguem o primeiro apoio internacional na causa de um Estado para o povo Judeu&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#333399;"&gt;O sonho de Theodor Herzl, preconizado por Moses Hess, e alimentado por Chaim Weizmann, ganha uma baliza concreta&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#333399;"&gt;Os judeus palestinos conquistam o êxito que todo o universo judaico ansiava por milênios: RECONHECIMENTO&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#336666;"&gt;Theodor Herzl estava morto há mais de treze anos. Os judeus da Rússia e dos Países Bálticos estavam lutando pela sobrevivência nos partidos social-democratas (Mencheviques, Bolcheviques, e Social-Revolucionários). As finanças do Movimento Sionista estavam praticamente zeradas, os seus adeptos estavam exaustos com décadas infrutíferas de negociações com as grandes potências. A ínfima elite judaica da época estava alheia ao desespero dos sionistas, preocupada com a manutenção de seu próprio &lt;em&gt;status. &lt;/em&gt;E quando tudo parecia perdido, os líderes do movimento, com uma brilhante cartada diplomática, conseguiram seu primeiro apoio institucional para uma pátria judaica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Primeira Guerra Mundial precipitou o cenário geopolítico do século XX de forma dramática. Com ela, quatro impérios foram esfacelados, três dos quais após decadente agonia. O Império Otomano, o Império Austro-Húngaro, e o Império Russo, tendo vivido o ápice antes da Revolução Francesa e reconquistado a glória com a morte de Napoleão tiveram seus terrítórios despedaçados entre as nações neles existentes, com seus países centrais transmutando em repúblicas de uma ou outra natureza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O quarto império, a poderosa Alemanha da dinastia de Hohenzollern, foi prematuramente desmontado pelo esforço conjunto dos Aliados naquela guerra em que as tecnologias mais mortais do mundo foram postas em prática: metralhadoras, tanques de guerra, gás nervoso, trincheiras, armas químicas. Mais uma invenção que foi particularmente útil para os britânicos, membros dos Aliados iria virar a maré a favor do movimento sionista na grande disputa pelos rumos da sociedade judaica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Cordite é uma pólvora sem fumaça desenvolvida a base de nitrocelulose, testada pela primeira vez pelo cientista francês Paul Vielle em 1886 com o nome de &lt;em&gt;Pouvre B&lt;/em&gt;, e aperfeiçoada por Alfred Nobel de tal forma que não se tornasse instável e provocasse explosões retardadas. Com o nome de &lt;em&gt;Ballistite&lt;/em&gt; (10% cânfora, 45% nitrocelulose e 45% nitroglicerina) foi preterida em 1889 pela invenção de Sir Frederick Abel e Sir James Dewar: a Cordite Mk I com a fórmula de 58% nitroglicerina, 37% algodão-pólvora insolúvel e 5% que usava acetona como solução. Durante a Primeira Guerra Mundial, com a escassez planetária de acetona, o físico russo e militante sionista Chaim Weizmann criou a &lt;strong&gt;fermentação de acetona&lt;/strong&gt;, que permitiu a confecção da ultra-moderna Cordite Md, outrora obsoleta, que deu à artilharia dos aliados uma das vantagens necessárias para vencer a Guerra. O ultra-politizado Weizmann não buscou a fortuna com a sua patente: pediu concretamente o reconhecimento das autoridades britânicas ao direito do povo judeu de estabelecer um lar nacional na Palestina. Aí nasce a&lt;strong&gt; Declaração Balfour&lt;/strong&gt;. O Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, tentados pela lógica bélico-industrial, demonstraram na carta, incialmente endereçada ao judeu milionário Lord Rothschild, uma simpatia pelo estabelecimentos de comunidades judaicas na Palestina, onde as comunidades existentes estavam sendo enxotadas pela polícia do Império Otomano, desconfortável com um suposto caráter subversivo do movimento sionista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O significado da Declaração Balfour não foi pequeno. Mostrou aos Rothschilds e outros próceres da mínima elite judaica que o Sionismo era um sonho possível, para além dos caprichos de alguns intelectuais de esquerda. Mostrou aos judeus socialistas que a luta por uma pátria judaica sem a divisão do trabalho capitalista era possível com diplomacia. Mostrou aos revisionistas judaicos que as milícias israelitas poderiam lutar em aliança com outros povos--e de fato os exércitos de Jabotinsky se aliaram aos britânicos para derrotar os turcos, a partir desse momento. E principalmente mostrou ao Movimento Sionista que a vitória, &lt;strong&gt;Endziel&lt;/strong&gt;, se concretizaria através da inteligência de líderes radicais de esquerda como Weizmann, e não pela militância xenófoba de Stern ou o pragmatismo subserviente de Wolfsohn e Warburg, o então presidente do Cngresso Sionista. Com o fim do mandato de Warburg, o próprio Chaim Wiezmann, nem tão a esquerda quantos os socialistas do Bund e muito menos à direita queos revisionistas de Jabotinsky, se tornou presidente do Congresso Sionista, representando o partido dos Sionistas Gerais.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-3672210545703649663?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/3672210545703649663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=3672210545703649663&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3672210545703649663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3672210545703649663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/11/90-anos-da-declarao-de-balfour.html' title='90 ANOS DA DECLARAÇÃO DE BALFOUR'/><author><name>Israel Herzog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12894051326033144707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-3351221726961618184</id><published>2007-10-28T13:25:00.000-02:00</published><updated>2007-10-28T14:50:36.777-02:00</updated><title type='text'>42 Anos da Autocrítica da Igreja Católica</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RyS7i13Vl6I/AAAAAAAAACA/Lbc1xKLiJPc/s1600-h/Jo%C3%A3oaXXIII.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126428483103594402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RyS7i13Vl6I/AAAAAAAAACA/Lbc1xKLiJPc/s200/Jo%C3%A3oaXXIII.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RyS7P13Vl5I/AAAAAAAAAB4/ep3x3iqhFFM/s1600-h/Jo%C3%A3oaXXIII.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RyS6DF3Vl4I/AAAAAAAAABw/c8-xSeO43kU/s1600-h/papa_paulo_vi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126426838131120002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 111px" height="122" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RyS6DF3Vl4I/AAAAAAAAABw/c8-xSeO43kU/s320/papa_paulo_vi.jpg" width="166" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RySsP13Vl2I/AAAAAAAAABg/L3v7EyRABPk/s1600-h/Jo%C3%A3oaXXIII.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;JUDEUS &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;NUNCA &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;MATARAM &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;JESUS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#333300;"&gt;"NOSTRA AETATE" CELEBRA ANIVERSÁRIO DE RECONCILIAÇÃO COM POVO JUDEU: FOI O FIM DE 1900 ANOS DE CONDENAÇÃO INJUSTA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#330033;"&gt;ATRAVÉS DO ESFORÇOS DO PAPA JOÃO XXIII E DO PAPA PAULO VI, COMO DO CORPO ECLESIAL DA IGREJA CATÓLICA DA ÉPOCA, FOI RECONHECIDO QUE OS JUDEUS NUNCA FORAM OS CARRASCOS DE JESUS DE NAZARÉ, PONDO FIM A UMA CONDENAÇÃO ABSURDA QUE NOS VALEU POR PARTE DE AUTORIDADES CLERICAIS A ANTIPATIA E O ANTI-SEMITISMO DE QUEM TERIA MAQUIAVELICAMENTE MASSACRADO AQUELE QUE PROS CATÓLICOS SERIA O MASHIACH&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;O Concílio Vaticano II começou em 1962, no pontificado do Papa João XXIII e terminou em 1965, no pontificado de seu sucessor, Paulo VI. A Igreja Católica entrou uma no Concílio e saiu outra em apenas três anos. Se pegarmos os cinco anos do pontificado de João XXIII mais os dois anos até o fim do Concílio II, tivemos os sete anos mais intensos e revolucionários no Ocidente na Idade Contemporânea. Dentre as muitas e muito intensas mudanças protagonizadas pelo Concílio II tivemos um divisor de águas na História do Ecumenismo que foi a encíclica &lt;em&gt;"Nostra Aetete".&lt;/em&gt; A partir dela nunca mais a Igreja Católica se referiu a morte de Jesus como trama arquitetada por judeus e é bom que se diga de passagem que qualquer clérico católico que insistir nesse absurdo está em descompasso com a própria hierarquia da religião que ele segue.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Como todo processo revolucionário, o pontificado de João XXIII não foi uma unanimidade logo de cara. Sua assessoria tem o mérito de ter implementado uma política revolucionária tão bem aceita, considerando o quão impactante ela foi. Esses esforços permitiram que a Igreja Católica superasse os grilhões do conservadorismo com relativo sucesso. Não se alterou fundamentalmente os marcos da sociedade russa com a Revolução Bolchevique porque algumas de suas formas de opressão foram praticadas pelos protagonistas das mudanças. Muitas cabeças tiveram que rolar porque a população russa não estava preparada para assimilar todos os enfrentamentos dessa política de rupturas. Sem culpar os bolcheviques pelos descaminhos da guerra revolucionária, o fato é que a inexistência de um debate aprofundado e longamente desenvolvido nos diversos segmentos da sociedade exigiu da ruptura um sacrifício incalculável. Graças a João XXIII e Paulo VI, quando os cátólicos embarcarem na ruptura, uma quantidade menor de sacrifício será feito porque o terreno já está preparado para uma tomada de consciência planetária para os católicos assumirem um papel na transformação--e graças a &lt;em&gt;"Nostra Aetete"&lt;/em&gt;, eles esta~rão do lado dos judeus quando o momento chegar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mas nem tudo são flores. Grupos como a T.F.P., que infiltraram suas ideologias reacionárias no seio da comunidade católica ainda não aceitam praticamente nenhuma das revoluções que João XXIII apresentou para o catolicismo. Uma outra religião de doutrina cristã, chamada de "Sagrada Família" nasce &lt;em&gt;especificamente&lt;/em&gt; através de uma ruptura com &lt;em&gt;"Nostra Aetete"&lt;/em&gt;. O caráter anti-anti-judaico da encíclica é justamente o que irrita esses dissidentes que não coseguem aceitar uma Igreja Católica que não responsabilize os judeus (e SÓ os judeus, diga-se de passagem) pela morte de Jesus de Nazaré. O Papa Paulo VI tem fibra, coragem e coração para dar continuidade ao concílio Vaticano II em todo o seu afã libertador, e com a promulgação de &lt;em&gt;"Nostra Aetete"&lt;/em&gt; no dia 28 de outubro de 1965, no segundo ano de seu pontificado ele deixou bem claro que o anti-semitismo jamais poderia ser uma política da Igreja. Com isso, ele provocou a ira dos fundadores da "Sagrada Família" que optaram por um cisma com a Igreja pelo pior motivo imaginável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A verdade é que segundo a tradição cristã, os judeus jamais poderiam ter se envolvido na morte de Jesus. Os cristãos crêem que Jesus foi condenado no Pessach, e que de fato a Última Ceia que tem um significado bem especial no Evangelho seria um jantar de Pessach. Não apenas a tradição judaica sempre proibiu qualquer procedimento judicial de ocorrer no Pessach, seja no sentido de investigação, condenação ou execução, nenhum tipo de esforço administrativo pode ser feito no Shabat, que começa na noite de sexta-feira--o que inclui a Sexta-Feira Santa, o Dia da Paixão, em que Jesus fora crucificado. Inclusive os grandes historiadores do período, como Flávio Josefo, registram que de fato Jesus morreu crucificado, o que corresponde a uma forma de execução tipicamente romana, o que inclusive desmonta a teoria de que sua execução fora exigida pelo povo judeu contra a vontade do oficial romano Pôncio Pilatos. Nunca na história romana a crucificação foi implementada sem uma decisão expressa das autoridades romanas, então é impensável que uma única vez essa prerrogativa fosse entregue á população---quanto mais uma população que nem romana era!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-3351221726961618184?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/3351221726961618184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=3351221726961618184&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3351221726961618184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/3351221726961618184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/10/42-anos-da-autocrtica-da-igreja-catlica.html' title='42 Anos da Autocrítica da Igreja Católica'/><author><name>Bruno Ruivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04985415718183281850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RyS7i13Vl6I/AAAAAAAAACA/Lbc1xKLiJPc/s72-c/Jo%C3%A3oaXXIII.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-5663862366598790345</id><published>2007-10-20T02:27:00.001-02:00</published><updated>2007-10-20T02:37:51.350-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sabedoria judaica'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;"Quando eu morrer, D'us não me perguntará: 'Zusya, por que não foste que nem Moisés?'  D'us perguntará: 'Zusya, por que não foste mais que nem Zusya?'"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Rabino Zusya, líder Chasídico do século XVIII&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-5663862366598790345?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/5663862366598790345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=5663862366598790345&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/5663862366598790345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/5663862366598790345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Bruno Ruivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04985415718183281850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-1254568118399058523</id><published>2007-10-20T00:02:00.000-02:00</published><updated>2007-10-20T21:28:40.223-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos humanos'/><title type='text'>Governo Sérgio Cabral Filho Bate Recorde de Massacres</title><content type='html'>&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,10671916,00.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,10671916,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;General Nílton Cerqueira, Josias Quintal, Anthony Garotinho, Marcelo Itagiba Se Consagram Pelas Mãos de José Mariano Beltrame&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#003300;"&gt;A POLÍTICA DE EXTERMÍNIO DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ATINGE NOVOS VÔOS NO GOVERNO DE SÉRGIO CABRAL FILHO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;"É uma GUERRA, e na guerra também morrem inocentes." (José Mariano Beltrame, Secretário de Segurança Pública do Governo Sérgio Cabral Filho)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#ff0000;"&gt;A política de segurança pública que vigora no Rio de Janeiro é UMA. Não é uma política de trazer segurança ao público. O público não está seguro. Quem tem acesso a segurança privada está proporcionalmente mais seguro que quem não tem. Por conseqüencia, entende-se que a segurança pública, ao qual o público tem acesso, não é segura. A segurança pública, cujo objeto é a segurança, não é pública. Uma política com esse intuito poderia até fracassar, mas não é o caso. Fracasso por fracasso, melhor não fazer nada. Alguma coisa a Secretaria de Segurança Pública faz. Dinheiro ela gasta, gente nela trabalha, mobilização ela faz. O que ela não faz é trazer segurança ao público.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;A política de segurança pública que vigora no Rio de Janeiro é UMA. Não é de combate ao crime. Poderia se dizer que a Secretaria de Segurança Pública não traz segurança ao público porque ela combate o crime, e esses combates são duros e afetam as vidas dos cidadãos fluminenses. Não há segurança mas o crime é combatido. Mas nem isso. Não se combate o crime. Tortura é crime. A tortura não é combatida. Chacina é crime. A chacina não é combatida. Trabalho escravo é crime. O trabalho escravo não é combatido. Fala-se de combate ao crime com imagens de traficantes de drogas sendo algemados e colocados em camburões. Sonegar imposto é crime, mas não se associa o combate ao crime a imagens de mirrados fiscais da Receita intimando pessoas a depor. De algum modo não temos registro no Acervo Combate ao Crime de fotos de pessoas de camisas de colarinho branco boquiabertas ao receber agentes da lei em seus apartamentos ou escritórios com mandados de busca e apreensão. Por algum motivo, as fotos do Acervo Combate ao Crime envolvem alguém com farda e uma arma, geralmente contra alguém sem, numa área urbana empobrecida. Combate ao crime trata o crime como um conceito, e não trata de combate a UM crime.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;A política de segurança pública que vigora no Rio de Janeiro é UMA. É a de combate de um crime específico? Narcotráfico, digamos? Não. As ações da Polícia fazem uso desse entendimento, lógico. A Polícia do Estado do Rio de Janeiro não é uma daquelas invisíveis, que mal se percebe que existe. Agir, ela age. Age no combate ao tráfico? As ações da Polícia seriam intensas e numerosas o bastante para combater o tráfico. As pessoas usam drogas. As pessoas compram drogas. As pessoas vendem drogas. As pessoas tem maior acesso a drogas do que às suas meias. Isso num aumento exponencial. A Polícia age, mas a ação dela não tem nada a ver com drogas. A Polícia age nas periferias e nas favelas e não há grandes traficantes de drogas nessas áreas. São áreas pobres onde o dinheiro do tráfico não está localizado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;A política de segurança pública que vigora no Rio de Janeiro é UMA. É a de manter a população sob controle? Não. A Polícia sobe favelas mas não entra em condomínios. População se refere a uma totalidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;É a de manter OS POBRES sob controle? Sim. Mas isso por si só não basta. Afinal, os policiais são seres humanos que nascem, respiram, sangram, gostam de comer quando sentem fome e dormir quando sentem sono. E são pobres. A política de segurança pública é uma que envolve a repressão aos pobres, mas é efetuada por pobres também. Ela serve para quê? Para manter a ordem capitalista? Nem tanto, o narcotráfico não é um kibbutz. Não há absolutamente nada a respeito do narcotráfico que não seja capitalista. O grande consumidor do narcotráfico tem dinheiro. O grande financiador tem muito dinheiro. A mão-de-obra tem pouco dinheiro. E pouca saúde. E não muito espaço de progesso. Me parece um sistema bastante capitalista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;O que temos é uma Guerra? Como disse o Secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame? Se é uma "guerra" é contra quem? Contra o crime? Então as autoridades não cometem crimes? Ah, então não é contra qualquer crime, é contra o crime de quem não é autoridade, aliás, de quem é pobre. Mas espere: quem é o inimigo? E qual é o objetivo militar? E quais são as trincheiras? E quem a declarou? E contra quem a declarou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;Não é uma guerra. Até mesmo uma guerra tem de respeitar as convenções de Genebra. Usa-se uma retórica de guerra, lógico, para justificar o massacre, para passar a impressão de que determinadas condutas incompatíveis com o Estado Democrático de Direito sejam aceitáveis. Mas se for uma Guerra, então José Mariano Beltrame e Sérgio Cabral Filho são Criminosos de Guerra. Entre janeiro e julho de 2007, desde que Cabral Filho tomou posse, a polícia matou 694 pessoas. É um aumento de 33,5% em relação ao mesmo período no ano anterior. O Tribunal Internacional de Haia julgará Sérgio Cabral Filho e José Mariano Beltrame nos termos de uma Guerra? Esse massacre, sob o ponto de vista do agressor, é uma guerra em seu bônus, mas não é guerra no ônus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;O que temos na política de segurança pública no Estado do Rio? Policiais, em sua maioria negros e pobres, muitos descendentes de nordestinos. Com suas incursões em comunidades cuja população é em sua maioria negra e pobre, com muitos descendentes de nordestinos. Por que é tão difícil para as pessoas verem que os opressores só são diferentes dos oprimidos na farda? No emblema? No aval do Estado? É a Polícia que oprime?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;Nem tanto, porque se a Polícia do RJ é a que mais mata do mundo, por outro lado também é a que mais morre. Ela oprime e é oprimida. O cidadão desprivilegiado é quase que só oprimido. Quem oprime não morre. Oprime quem nem sujar as mãos precisa, de tão privilegiado. Policias são pobres a serviço de privilegiados com a missão de matar miseráveis. Assim como na Europa nazi-fascista os &lt;em&gt;Judenrat&lt;/em&gt; eram judeus a serviço dos nazistas com a missão de policiar judeus. Os &lt;em&gt;Judenrat &lt;/em&gt;eram os grandes vilões? Cometeram atrocidades, é verdade. Tiveram outra opção? Argumenta-se que não: judeu sob o jugo do nazismo ou persegue outros judeus ou é perseguido. Pobre sob o jugo da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro ou persegue outros pobres ou é perseguido. Qual o nome dado a uma política de massacres própria de uma guerra mas que não envolve uma declaração de guerra, nem pode ser processada judicialmente com o &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; de guerra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#ff0000;"&gt;A política de segurança pública que vigora no Rio de Janeiro é UMA e ela tem UM nome: EXTERMÍNIO.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-1254568118399058523?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/1254568118399058523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=1254568118399058523&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/1254568118399058523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/1254568118399058523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/10/governo-srgio-cabral-filho-bate-recorde.html' title='Governo Sérgio Cabral Filho Bate Recorde de Massacres'/><author><name>Bruno Ruivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04985415718183281850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-4030985157593890824</id><published>2007-10-18T16:36:00.000-02:00</published><updated>2007-10-18T19:25:29.659-02:00</updated><title type='text'>25 ANOS SEM PIERRE MENDÈS-FRANCE</title><content type='html'>&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/d/d1/Pierre_Mend%C3%A8s-France%27s.jpg/217px-Pierre_Mend%C3%A8s-France%27s.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/d/d1/Pierre_Mend%C3%A8s-France%27s.jpg/217px-Pierre_Mend%C3%A8s-France%27s.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#996633;"&gt;&lt;strong&gt;UM &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#996633;"&gt;&lt;strong&gt;LÍDER FRANCÊS DO SOCIALISMO JUDAICO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Reconheceu a Independência do Vietnã e Defendeu a Libertação da Argélia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Nascido Pedro Mendes da França, consagrado com o nome &lt;em&gt;Pierre Mendès-France&lt;/em&gt;, um dos grandes estadistas franceses a se bater abertamente contra o imperialismo de seu próprio país sobre as nações da África e da Ásia que viviam sob o jugo do país da "Liberdade, Igualdade e Fraternidade." Doutor em Direito pela Universidade de Paris e membro mais jovem a ingressar na ordem dos advogados na França. Nascido de origem judaico-portuguesa, um lusitano &lt;strong&gt;sepharadi&lt;/strong&gt;, judeu da Península Ibérica descendente dos tempos em que ela era controlada pelos mouros que, professando a fê islâmica, construíram uma sociedade em que conviviam em harmonia muçulmanos, cristãos e judeus, caracterizando o apogeu da tolerância religiosa e respeito cultural na História dos países que hoje conhecemos por Portugal e Espanha. Os judeus dos domínios dos mouros criaram a cultura sefaradita, e desenvolveram o &lt;strong&gt;Ladino,&lt;/strong&gt; língua que mistura Hebraico e Espanhol Arcaico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Pierre Mendès-France encarnava o legado dessa integração cultural tendo nascido no auge da colonialismo francês moderno, no dia onze de janeiro de 1907, época em que o imenso império francês se estendia da costa de Guiné até as ilhas da Polinésia, com enormes colônias no Norte da África e através das região sudanesa, bem como em terras indochinesas, conchinchinesas e martinicanas. Como integrante do Partido Socialista Radical, Pierre Mendès-France estaria presente em alguns dos grandes desdobramentos históricos em que as colônias ultramarinas da França iriam arrancar da metrópole sua independência. Filiado desde 1924, e eleito parlamentar pelo distrito de &lt;em&gt;Eure&lt;/em&gt; em 1932 (o mais jovem da França até então) integrou o gabinete do governo do Primeiro-Ministro Léon Blum nos anos 30. Primeiro socialista a se tornar chefe de governo no Ocidente, Léon Blum era judeu como Mendès-France (que foi seu Ministro das Finanças em 1936), e assim como Mendès-France, foi um dos únicos judeus a ser chefe de Estado na França. Assim como Blum, Mendès-France foi encarcerado por agentes do governo golpista de Vichy por ser judeu (na época era piloto da Força Aérea Francesa) e entregue às autoridades nazi-fascistas com quem os líderes de Vichy colaboravam. Oficialmente fora acusado de deserção da Força Aérea, embora tivesse sido leal à Pátria a todo momento, mas em 1942 conseguiu escapar das forças do Eixo (Blum não teve a mesma sorte: foi enviado para Auschwitz, onde resistiu e sobreviveu) e se instalou na Grã-Bretanha como parte do Governo Livre Francês, encabeçado pelo General Charles DeGaulle, fundador da Quarta República francesa, que o nomeou Ministro da Economia Nacional em setembro de 1944, com a França já libertada do Eixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A aliança com DeGaulle durou pouco: seu Plano Ecônomico de Controle da Inflação previa garantias estatais de integridade dos salários, enquanto que o Ministro de Finanças René Pleven (membro da União Socialista e Democrática da Resistência) aceitava a regulação do livre mercado. O conflito entre os dois levou Mendès-France a renunciar ao cargo, e em reconhecimento ao seu valor DeGaulle o apontou diretor do B.I.R.D. e da UNESCo. Mendès-France se reelegeu em 1947 e em três anos se tornaria o maior antagonista do imperialismo francês no Parlamento. Sua plataforma de libertação das colônias o levou a montar um governo de coalizão em 1953, que ao conquistar a maioria da Casa em 1954, deu-lhe o cargo de Primeiro-Ministro e Minstro das Relações Exteriores, derrotando o gabinete de Joseph Laniel, desgastado pela derrota em Dien Bien Phu (Vietnã) pelas guerrilhas do Viet Minh. A primeira ação de Mendès-France como primeiro-ministro foi justamente o reconhecimento da independência do Vietnã conquistada pelo Viet Minh pelo seu líder Ho Chi Minh (pseudônimo de Ngyuen Sinh Cung); em seguida, assinou um acordo de paz com a colônia da Tunísia, libertada por Habib Bourguiba, marcando sua independência para 1956. Mendes-France conseguiu que 89% da Assembléia Nacional Francesa referendasse seus acordos de paz, mas a extrema-direita na França foi implacável em seus ataques, sempre com fortíssimo teor anti-semita. O mais violento opositor de Mendès-France, Jean Marie Le Pen declarou ter uma repulsa "patriótica", "quase física", pelo primeiro-ministro judeu. Mendès-France inclusive sobreviveu a uma tentativa de assassinato pelo mercenário anti-socialista Bob DeNard.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Pierre Mendès-France não se fez de rogado e continuou com suas iniciativas inéditas, inclusive se reunindo com os grupos nacionalistas marroquinos. Uma tentativa semelhante de negociações com os nacionalistas argelinos recebeu a oposição furiosa de boa parte dos &lt;em&gt;pieds-noires&lt;/em&gt;, franceses nascidos na Argélia que chegavam a um milhão. Para avançar nas negociações pela independência dos argelinos, Mendès-France sacrificou sua popularidade e por se recusar a voltar atrás no processo de paz sua bancada na Assembléia se fragmentou, e seu governo se desfez em 1955.  O novo gabinete de maioria parlamentar, controlado pelo Partido Socialista da Internacional dos Trabalhadores, acabou cedendo à tenacidade de Mendès-France e em 1956 o Primeiro-Ministro Guy Mollet o convocou para ser Ministro do Estado a fim de sustentar sua coalizão, mas a insistente defesa de Mendès-France pela soberania argelina o pôs em confronto com Edgar Faure, o principal líder do Partido Socialista Radical entre defensores de uma postura ambígua perante a Argélia. Esse confronto levou Mendès-France a renunciar à liderança do Partido mas mesmo assim ele se tornou o protagonista da União das Forças Democráticas, a coalizão de esquerda que se opunha ao retorno de Charles DeGaulle. Quando o Partido Socialista Radical optou por apoiar DeGaulle, o grupo de Mendès-France rachou e junto com a esquerda radical da União das Forças Democráticas formou o Partido Socialista Unido e na posição de líder do partido apoiou as revoltas de Maio de 1968 na França, algo muito incomum entre políticos idosos. Três anos depois apoiou François Miterrand (que fora seu ministro) em 1971 na construção de um novo partido mas jamais regressou à política e morreu há vinte e cinco anos atrás essa noite, dois anos após a chegada do grupo socialista de miterrand chegar ao poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-4030985157593890824?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/4030985157593890824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=4030985157593890824&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/4030985157593890824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/4030985157593890824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/10/25-anos-sem-pierre-mends-france.html' title='25 ANOS SEM PIERRE MENDÈS-FRANCE'/><author><name>Israel Herzog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12894051326033144707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-6909688596105884560</id><published>2007-10-17T00:56:00.000-02:00</published><updated>2007-10-17T02:07:51.930-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#003300;"&gt;DIA MUNDIAL DE ERRADICAÇÃO DA POBREZA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#cc6600;"&gt;OS OUTROS 364 DIAS SÃO OS DIAS DE ERRADICAÇÃO DOS POBRES&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;Erradicação como um processo permanente, interminável, você atira para matar para manter todos sob controle. Exterminar os pobres não é o objetivo, o objetivo é explorá-los, mas quem vai dirigir ônibus, fazer a faxina, catar o lixo, vigiar o portão, fazer a obra, instalar o cabo se não tivermos pobres? A pobreza é o que sustenta o nosso sistema e avaliza os estilos de vida. "A classe média costuma a dizer 'Cuidado com o dia em que o morro descer!' Ele deveria estar preocupado com o dia em que o morro &lt;em&gt;NÃO&lt;/em&gt; descer. Quem vai trabalhar para o rico? Ele vai conseguir fazer as coisas sozinho?" (Marcelo Freixo)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-6909688596105884560?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/6909688596105884560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=6909688596105884560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/6909688596105884560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/6909688596105884560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/10/dia-mundial-de-erradicao-da-pobreza-os.html' title=''/><author><name>Israel Herzog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12894051326033144707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-8493730815245314597</id><published>2007-10-15T04:42:00.000-02:00</published><updated>2007-10-15T19:16:20.002-02:00</updated><title type='text'>Abertas, JÁ!!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;PELA ABERTURA DO SIGILO BANCÁRIO DE AUTORIDADES ELETIVAS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;UM PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O que é o "Abertas Já"?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;O "Abertas Já" é uma campanha idealizada e planejada pelo M.O.I.S.H.E.-H.E.S.S. para coletar as assinaturas necessárias para encaminhar um projeto de lei de iniciativa popular para o Congresso que busque dificultar a vida política dos corruptos do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O que é um Projeto de Lei de Iniciativa Popular?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Um Projeto de Lei de Iniciativa Popular é um mecanismo que o cidadão pode usar para encaminhar ao Congresso uma proposta de legislação sem depender da iniciativa dos deputados e senadores. Qualquer cidadão pode elaborar o texto do Projeto de Lei e ao conquistar um número mínimo de assinaturas, o projeto entra na pauta do Congresso independentemente da vontade dos parlamentares e do Governo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Qual é o número mínimo de assinaturas que um P.L. de Iniciativa Popular precisa ter para entrar na pauta do Congresso?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;O parágrafo segundo do artigo 61 da Constituição da República Federativa do Brasil regulamenta a Iniciativa Popular, e determina que ela seja assinada por 1% do eleitorado brasileiro para ser enviada ao Congresso. Esses 1% de signatários precisam ser de cinco Estados diferentes, pelo menos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Esse 1% do eleitorado tem que ser distribuído igualmente entre esses cinco estados?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Não, a única restrição de distribuição que a Constituição prevê é que em cada um desses cinco estados tenha 0,3% de seu eleitorado assinando a proposta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;E isso dá um total de quantos assinaturas?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Segundo dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral, o eleitorado do Brasil é de 130.969.915 eleitores. A iniciativa popular precisaria, portanto, de 1.309.700 assinaturas, pelo menos. O eleitorado do Rio de Janeiro é de 10.891.293 eleitores, então para o Rio de Janeiro ser considerado um dos cinco estados onde 0,3% do eleitorado assine a Iniciativa Popular, dessas 1,3 milhão de assinaturas, 32.674 signatários terão de ser eleitores fluminenses.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;E o que o P.L. do "Abertas Já" propõe?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Propõe que todos os candidatos eleitos para cargos públicos tenham seus sigilos bancários abertos antes de serem diplomados e tomarem posse.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;E como isso combate a corrupção?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Se cada político eleito tomar posse com os sigilos bancários já abertos, não será necessário criar uma C.P.I. e através dela aprovar essa quebra de sigilo. Se as contas de um político mostrarem o envolvimento com algum esquema de corrupção, isso poderá ser aferido desde o seu primeiro dia de mandato.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Mas isso não exigiria um esforço enorme o Poder Público? Um presidente, 27 governadores, 81 senadores, 513 deputados, 5.564 prefeitos centenas de deputados estaduais e dezenas de milhares de vereadores, com suas contas bancárias abertas todo o mês? Não seria muito caro sustentar a burocracia de fiscais que pudessem estar checando essas contas todas mensalmente?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Lógico que sim. Isso implicaria num aumento significativo de gastos. Mas é um investimento. Se você abre o sigilo bancário de qualquer pessoa no exercício de um cargo público, você desencoraja pessoas com contas comporemetedoras a disputar cargos públicos. Com isso você economizaria uma fortuna do erário público, é dinheiro que não acaba mais, dá pra cobrir os gastos da fiscalização com 1% do dinheiro economizado. Sem falar que fazer C.P.I. não será aquele empurra-empurra para quebrar ou manter os sigilos bancários dos próprios deputados e senadores.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Mas por que propor isso na forma de Iniciativa Popular? Conseguir essas assinaturas não será uma tarefa hercúlea? Não seria mais fácil pedir para um parlamentar escrever um Projeto de Lei normal com esse teor?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Causas verdadeiramente nobres são mesmo desafiadoras. Com 1.000.000 de sassinaturas de cidadãos, de ELEITORES, esse projeto de lei vai ter muito respeito no Congresso. O parlamentar que criar dificuldades para sua aprovação vai ficar com a pecha de desonesto. É caso de fazer cartazes com fotos dos parlamentares dizendo "ESSE FULANO NÃO QUER ABRIR AS CONTAS" ou "BELTRANO COMBATE INICIATIVA DE UM MILHÃO DE PESSOAS". Isso marca o político. A questão é fazer dessa campanha pelo recolhimento das assinaturas um verdadeiro fenômeno de mídia. Imagina a imagem negativa de quem votar contra!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;O Congresso tem uma cacetada de projetos de leis que levam séculos para serem colocados em votação. As mesas diretoras engavetam, parlamentares propõem emendas, substitutivos, o Governo entope a pauta com medidas provisórias e o que interessa mal é discutido. Pois se nós fizermos um fenômeno de mídia com essa Iniciativa Popular grande o bastante para conseguir 1.000.000 de assinaturas, então será grande o bastante para ter um acompanhamento intenso do trâmite, a exposição diária dos parlamentares que estiverem facilitando ou dificultando a aprovação. A pressão popular direta será muito maior e mais eficaz no sentido de aprovar essa lei.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Sem falar que a Iniciativa Popular é uma conquista do povo brasileiro, é uma arma democrática nas mãos do cidadão. É um direito assegurado pela Constituição, mais um dos muitos que nós mal sabemos que temos. Uma campanha dessas irá chamar a atenção nacional desse poderoso instrumento de defesa contra os desmandos dos políticos. E pode encorajar o surgimento de novas Iniciativas Populares, construir uma democracia em que fique bem claro que o político está a serviço do cidadão. É a Democracia Participativa se consolidando.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-8493730815245314597?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/8493730815245314597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=8493730815245314597&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/8493730815245314597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/8493730815245314597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/10/abertas-j.html' title='Abertas, JÁ!!'/><author><name>Bruno Ruivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04985415718183281850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-2707272522118407518</id><published>2007-10-15T02:18:00.000-02:00</published><updated>2007-10-15T04:40:42.816-02:00</updated><title type='text'>Nietzsche, que o Nazismo Perverteu e Chaplin, que Subverteu o Nazismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RxMKgvhtcqI/AAAAAAAAAA8/1iZaMpCYsIo/s1600-h/180px-Great_dictator_1024.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121448758880334498" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RxMKgvhtcqI/AAAAAAAAAA8/1iZaMpCYsIo/s400/180px-Great_dictator_1024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RxMJofhtcoI/AAAAAAAAAAs/cliGtvT1CMA/s1600-h/180px-Great_dictator_1024.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RxMJUPhtcnI/AAAAAAAAAAk/x6AnZK1UIvQ/s1600-h/180px-Great_dictator_1024.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121447169742434914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RxMJEPhtcmI/AAAAAAAAAAc/-E_zB2NExVo/s320/180px-Nietzsche187b.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;O Dia Quinze de Outubro Celebra o Aniversário de Dois Alemães Incompreendidos Em Seu Tempo: Friederich Nietzsche e Adenoid Hynkel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ambos nasceram na década de quarenta. Um, no século XIX. O outro no século XX.&lt;br /&gt;Mas foi o século XX que se identifica através deles. Um declarou a Destruição da Moral; o outro decretou a Moral da Destruição. O primeiro identificou o horror no racionalismo que definiria o século XX. O segundo definiu o racionalismo como horror que identificou o século XX. O primeiro, gênio chamado de louco e o segundo, louco chamado de gênio. Friederich Nietzsche morreu no último ano antes do cruel século XX e quarenta antes de surgimento de Adenoid Hynkel, a encarnação da crueldade desse século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Nietzsche propôs a abolição do moralismo, filosoficamente sem valor. Com a derrocada do moralismo, a morte de D'us, tudo estava permitido e o Homem poderia partir para um salto na filosofia--o de ser &lt;em&gt;übermensch&lt;/em&gt;, o Super-Homem. Após sua morte, entretanto, e com o aval de sua irmã anti-semita, os próceres do totalitarismo genético, os nazistas, se apropriaram do conceito de Super-Homem para decretar a existência de uma super-raça--e pregar o extermínio das raças inferiores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Essa apropriação pervertida foi absurda por vários motivos, a começar por estar a serviço de uma nova Moral Absoluta--a hegemonia da Raça Superior--quando o Super-Homem de Nietzsche era caracterizado justamente pela superação da moral--que dirá uma moral genética, ainda mais determinista que qualquer moral religiosa. O absurdo da filosofia nazista seria cômica se não fosse tão trágica--mas sua inanidade cômica foi exposta com o filme "O Grande Ditador" em que Charlie Chaplin ridiculariza Adolf Hitler na figura de Adenoid Hynkel. Na época de sua produção, Chaplin foi criticado por enfatizar o cômico em detrimento do obviamente trágico do nazismo. Em analogia a Nietzsche, Chaplin estava adiante de sua época. Foi a Guerra que precipitou a época, e como ela divdiu as águas da História, a partir dela Chaplin e Nietzsche foram alcançados. Na mesma data, com o lançamento de "O Grande Ditador" no nonagésimo-sexto aniversário de Nietzsche, o mundo estava pronto para eles. Não por acaso, Nietzsche falava do Nascer-Póstumo, mal traduzindo, o homem que nasce em um descompasso com sua época.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;Nietzsche, um enfático opositor do anti-semitismo, teve sua obra pervertida pela irmã, que se tornaria uma fanática defensora do anti-semitismo nazista. O Luís Fernando Veríssimo costuma dizer que o chargista está adiante de seu tempo, pois hoje faz risada de todas as tragédias com as quais nos resignamos dizendo "um dia olharemos para trás e iremos rir disso tudo." Chaplin é como um chargista, e o Adenoid Hynkel, a risada à ideologia nazista com sua estética obsessivamente helênica-platonista se apropriando de metades de discurso de um ferrenho crítico do racionalismo platônico. Já foi dito que "o artista não está a frente de seu tempo; ele é o seu tempo, e os outros é que estão atrás." Bem, Chaplin e Nietzsche eram seus tempos, os outros estavam atrás e os alcançaram na guerra. Se Nietzsche não tivesse enlouquecido até a morte, a loucura do nazismo o teria enlouquecido, até a morte. Caso contrário, só restaria achar graça, alguma graça, como fez Chaplin.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Parafraseando Woody Allen, "D'us está morto, Nietzsche também, e ninguém está se sentindo muito bem."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-2707272522118407518?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/2707272522118407518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=2707272522118407518&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/2707272522118407518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/2707272522118407518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/10/nietzsche-que-o-nazismo-perverteu-e.html' title='Nietzsche, que o Nazismo Perverteu e Chaplin, que Subverteu o Nazismo'/><author><name>Bruno Ruivo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04985415718183281850</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_F_5Xd1kZJm0/RxMKgvhtcqI/AAAAAAAAAA8/1iZaMpCYsIo/s72-c/180px-Great_dictator_1024.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3131576254572280301.post-1208181017119552258</id><published>2007-10-14T15:22:00.001-02:00</published><updated>2007-10-14T16:18:22.184-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M.O.I.S.H.E.-H.E.S.S.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;ovimento &lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;rganizado &lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;sraelita de &lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;olidariedade, &lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt;erança e &lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;studo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt;umanismo, &lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;ngajamento &lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;ocialista, e &lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;ionismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Nome em homenagem ao pensador que definiu os marcos do Sionismo político e do Socialismo democrático, &lt;strong&gt;Moses Hess&lt;/strong&gt;, com o nome em hebraico &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Moishe&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; para enfatizar o caráter cultural do movimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Organização de judeus jovens reunidos para fortalecer a identidade cultural judaica e resgatar suas contribuições ao pensamento de esquerda mundial&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Objetivos:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*organizar a juventude judaica em torno de estudos em prol da valorização do legado cultural do nosso povo;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*promover debates e eventos que busquem mostrar à comunidade maior a riqueza no pensamento judaico bem como estimular um sentimento de pertencimento na comunidade judaica com esse patrimônio histórico, sobretudo entre os jovens;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*estudar as formas de pensamento heterodoxas que judeus apresentaram ao longo da História, e entender o desenvolvimento das escolas associadas a essas linhas de pensamento;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*articular campanhas de civismo e mobilização política em defesa da democracia republicana como fora teorizada por intelectuais judeus;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*disseminar a identidade popular dos judeus mundialmente num movimento pelo estabelecimento de uma república judaica progressista e respeitosa dos Direitos Humanos;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*resgatar as contribuições de acadêmicos judeus para as diversas ideologias associadas com a esquerda e a democratização da sociedade;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*encorajar a participação da juventude nos espaços e nas organizações oferecidas pela comunidade judaica;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*estimular um debate crítico a respeito da trajetória histórica do povo judeu e dos rumos da comunidade judaica contemporânea;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*pesquisar as raízes de linhas modernas de pensamento que se encontrem na sabedoria milenar judaica;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*analisar o impacto cultural do povo judeu na História das Civilizações;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*integrar jovens judeus em atos a favor do equilíbrio social humanitário e em prol da conservação da identidade judaica frente as pressões de assimilação;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*envolver judeus nas grandes manifestações pela construção de uma sociedade mais humana e igualitária;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;*fortalecer a discussão sobre a importância da espiritualidade e do ativismo na cultura judaica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3131576254572280301-1208181017119552258?l=moishe-hess.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://moishe-hess.blogspot.com/feeds/1208181017119552258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3131576254572280301&amp;postID=1208181017119552258&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/1208181017119552258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3131576254572280301/posts/default/1208181017119552258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://moishe-hess.blogspot.com/2007/10/m.html' title=''/><author><name>Israel Herzog</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12894051326033144707</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
