segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Sobre Tzahal versus Hamas -GAZA

Sobre o conflito- com o jornalista Henry Galsky ,acessem : http://cartaecronica.blogspot.com/2009/01/israel-em-luta-com-o-ir-e-hamas-busca.html

Opiniões ...

O momento é dificil.Vitimas de um lado,vitimas do outro, Qassans que não cessam, acusações de outro, ânimos acirrados e a o antijudaismo transvertido de antisionismo saindo da hibernação. E tudo então se soma ao barril de polvora. Lamentaveis são as generalizações e as formas de reducionismo .E as formas a quais fazem de atearem fogo atráves de pechas ,estereotipizações e o velho senso comum.

Abaixo o parecer em Defesa da ação das IDF afim de neutralizar o Hamas e seu reinado no 'Hamastão',isto é GAZA. Em seguida notas oficiais da ASA (Ass.Scholeim Aleichem) por conta do enorme desgaste politico a Israel e o posicionamento da opinião pública e inumeras ilaçoes antijudaicas à solta ...E por fim, a nota oficial da Conib quanto ao que acontece em Gaza.Arquivos dispostos antes do ultimo shabath no http://www.vidasmarranas.blogspot

No mais é muito fácil trazer para terras tupis o conflitom então uma frase bem curta aos radicais:se não quiser ajudar, não atrapalhe! Basta de reproduzir sem pensar antes!

Não sejamos cômicos ,tampouco torpes (e racistas!)para cunhar sionismo do pior adjetivo só para dizer- se 'verdadeiro humanista'. Por outro não é preciso ser estúpido e ignorante e clássico elitista para marginalizar movimentos por direitos civis como os que existem na America Latina e colocar num mesmo balaio de gatos ,lado a lado de terroristas que tomam civis como escudo em suas operações lá no Hamastão.


Shalom! Sionismo não é nazismo.
Chai am Israel.

Publicado no Jornal "O Estado de São Paulo" neste 05/01/2009

Jurista diz que invasão da Faixa de Gaza é necessária e que Israel defende seu direitos

Ação militar israelense é legítima por Alan M. Dershowitz*

A ação militar israelense em Gaza é totalmente justificada de acordo com o direito internacional, e Israel deveria ser elogiado por seus atos de defesa contra o terrorismo internacional. O Artigo 51 da Carta da ONU reserva às nações o direito de agir em defesa própria contra ataques armados. A única limitação é a obediência ao princípio de proporcionalidade. As ações de Israel certamente atendem a esse princípio.

Quando Barack Obama visitou a cidade de Sderot no ano passado viu as mesmas coisas que eu vi em minha visita de março. Nos últimos quatro anos, terroristas palestinos dispararam mais de 2 mil foguetes contra essa área civil, na qual moram, na maior parte, pessoas pobres e trabalhadores.

Os foguetes destinam-se a fazer o máximo de vítimas civis. Alguns por pouco não acertaram pátios de escolas, creches e hospitais, mas outros atingiram seus alvos, matando mais de uma dúzia de civis desde 2001. Esses foguetes lançados contra alvos civis também feriram e traumatizaram inúmeras crianças.

Os habitantes de Sderot têm 15 segundos, desde o lançamento de um foguete, para correrem até um abrigo. A regra é que todo mundo esteja sempre a 15 segundos de um abrigo. Os abrigos estão em toda parte, mas idosos e pessoas com deficiências muitas vezes têm dificuldade para se proteger. Além disso, o sistema de alarme nem sempre funciona.Disparar foguetes contra áreas densamente povoadas é a tática mais recente na guerra entre os terroristas que gostam da morte e as democracias que amam a vida. Os terroristas aprenderam a explorar a moralidade das democracias contra os que não querem matar civis, até mesmo civis inimigos

Em um incidente recente, a inteligência israelense soube que uma casa particular estava sendo usada para a produção de foguetes. Tratava-se evidentemente de alvo militar. Mas na casa morava também uma família. Os militares israelenses telefonaram, então, para o proprietário da casa para informá-lo de que ela constituía um alvo militar e deram-lhe 30 minutos para que a família saísse. O proprietário chamou o Hamas, que imediatamente mandou dezenas de mães com crianças no colo ocupar o telhado da casa.

Nos últimos meses, vigorou um frágil cessar-fogo mediado pelo Egito. O Hamas concordou em parar com os foguetes e Israel aceitou suspender as ações militares contra os terroristas. Era um cessar-fogo dúbio e legalmente assimétrico.

Na realidade, era como se Israel dissesse ao Hamas: se vocês pararem com seus crimes de guerra matando civis inocentes, nós suspenderemos todas as ações militares legítimas e deixaremos de matar seus terroristas. Durante o cessar-fogo, Israel reservou-se o direito de empreender ações de autodefesa, como atacar terroristas que disparassem foguetes.

Pouco antes do início das hostilidades, Israel apresentou ao Hamas um incentivo e uma punição. Israel reabriu os postos de controle que haviam sido fechados depois que Gaza começou a lançar os foguetes, para permitir a entrada da ajuda humanitária. Mas o primeiro-ministro de Israel também fez uma última e dura advertência ao Hamas: se não parasse com os foguetes, haveria uma resposta militar em escala total.

Os foguetes do Hamas não pararam, e Israel manteve sua palavra, deflagrando um ataque aéreo cuidadosamente preparado contra alvos do Hamas.

Houve duas reações internacionais diferentes e equivocadas à ação militar israelense. Como era previsível, Irã, Hamas e outros que costumam atacar Israel argumentaram que os ataques do Hamas contra civis israelenses são totalmente legítimos e os contra-ataques israelenses são crimes de guerra. Igualmente prevista foi a resposta da ONU, da União Europeia, da Rússia e de outros países que, quando se trata de Israel, veem uma equivalência moral e legítima entre os terroristas que atingem civis e uma democracia que responde alvejando terroristas.

A mais perigosa dessas duas respostas não é o absurdo alegado por Irã e Hamas, em grande parte ignorado pelas pessoas racionais, e sim a resposta da ONU e da União Europeia, que coloca em pé de igualdade o assassinato premeditado de civis e a legítima defesa. Essa falsa equivalência moral só encoraja os terroristas a persistir em suas ações ilegítimas contra a população civil.

PROPORCIONALIDADE

Alguns afirmam que Israel violou o princípio da proporcionalidade matando um número muito maior de terroristas do Hamas do que o de civis israelenses vitimados. Mas esse é um emprego equivocado do conceito de proporcionalidade, pelo menos por duas razões. Em primeiro lugar, não há equivalência legal entre a matança deliberada de civis inocentes e a matança deliberada de combatentes do Hamas.

Segundo as leis da guerra, para impedir a morte de um único civil , é permitido eliminar qualquer número de combatentes. Em segundo lugar, a proporcionalidade não pode ser medida pelo número de civis mortos, mas pelo risco de morte de civis e pelas intenções dos que têm em sua mira esses civis. O Hamas procura matar o maior número possível de civis e aponta seus foguetes na direção de escolas, hospitais, playgrounds. O fato de que não tenha eliminado tantos quanto gostaria deve-se à enorme quantidade de recursos que Israel destinou para construir abrigos e sistemas de alarme. O Hamas recusa-se a construir abrigos, exatamente porque quer que Israel mate o maior número possível de civis palestinos, ainda que inadvertidamente.

Enquanto ONU e o restante da comunidade internacional não reconhecerem que o Hamas está cometendo três crimes de guerra - disparando contra civis israelenses, usando civis como escudos e buscando a destruição de um país membro da ONU - e Israel age em legítima defesa e por necessidade militar, o conflito continuará.

Se Israel conseguir destruir a organização terrorista Hamas, poderá lançar os alicerces de uma verdadeira paz com a Autoridade Palestina. Mas se o Hamas se obstinar a tomar como alvo cidadãos israelenses, Israel não terá outra opção senão persistir em suas operações de defesa. Nenhuma outra democracia do mundo agiria de maneira diferente.

*Alan Morton Dershowitz é advogado, jurista e professor da Universidade Harvard


Parecer da ASA

Contra a ilusão militarista (ASA)

A operação de guerra de Israel contra a Faixa de Gaza realimenta a espiral de violência no Oriente Médio. São centenas de mortos e feridos palestinos, muitos não-combatentes, atingidos por armamento de última geração. A resposta do Hamas, com mísseis artesanais, matou e feriu israelenses, causando pequenos danos materiais.

Desde a retirada de Israel da Faixa de Gaza, em 2005, a área vem sendo submetida a uma asfixia quase permanente. Israel controla as fronteiras terrestre, marítima e aérea. Os palestinos dependem integralmente do fornecimento de água, eletricidade e combustíveis israelenses (que determinam, também, os preços destes insumos). A movimentação de pessoas e mercadorias é severamente restringida, afetando duramente a economia local. O resultado é o crescimento da pobreza, do desemprego, da desesperança, da radicalização. Gaza é um dos lugares com maior densidade populacional do planeta, tornando impossível um bombardeio “cirúrgico”, ou seja, que atinja apenas alvos militares.

Até recentemente, vigorou um cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas (prova de que existe uma interlocução possível, desde que haja vontade política). Seu fim trouxe de volta os mísseis Qassam sobre o sul de Israel. Todos os países têm o direito e a obrigação de defender seus cidadãos. A pergunta que se faz é: a destruição maciça de vidas e bens palestinos protegerá os cidadãos de Israel ? A História mostra que não.

O apoio ao Hamas só tem aumentado com as ações militares israelenses. Cada vez que um prédio, uma rua, um carro, é bombardeado em Gaza, a popularidade dos setores mais intransigentes do grupo se reforça. É uma ilusão perigosa imaginar que, quanto mais se espancarem os palestinos, mais dóceis eles ficarão. Conforme destacou o historiador Tom Segev, jamais uma operação militar terminou em progresso na direção da paz com os palestinos. Por trás de tudo, uma equação sinistra: mais descrédito para o diálogo é igual a mais oxigênio para as bombas.

Na presente situação, defendemos as mesmas posições tornadas públicas inúmeras vezes:

* Não há solução militar para os conflitos entre israelenses e palestinos.

* O terrorismo de grupos ou estados é igualmente execrável. As leis internacionais condenam com clareza ataques contra alvos civis.

* A criação de um Estado palestino laico e democrático, com fronteiras internacionalmente reconhecidas e com todos os direitos e deveres dos Estados modernos, que viva em paz ao lado de Israel, é o caminho possível para dissolver as tensões no Oriente Médio.

O momento exige um imediato cessar-fogo em Gaza, o fim do lançamento de mísseis contra Israel, o reinício emergencial da ajuda humanitária para os palestinos e a construção de mecanismos multilaterais de negociação. Sem isso, a iniciativa continuará com os que apostam tudo na força das armas.

Conib

COMUNICADO SOBRE A ATUAL SITUAÇÃO NO ORIENTE MÉDIO

A Confederação Israelita do Brasil - CONIB - expressa sua mais alta preocupação com os episódios ocorridos em Israel e na Faixa de Gaza. Lamentavelmente, todo este fato retarda o processo para a paz na região, o que só pode ser conseguido mediante o desejo verdadeiro de diálogo entre judeus e palestinos.

Entretanto, há que reconhecer também o direito do Estado de Israel em legitimamente se defender de ataques terroristas da milícia do Hamas. Desde 2005, Israel se retirou de Gaza, dando autonomia completa à Autoridade Palestina para que ali exercesse sua liderança. O fato é que a partir de 2006, esta mesma Autoridade Palestina foi expulsa progressivamente da região, foi dominada pelo Hamas, definido tanto pela União Européia, como pelos Estados Unidos, como um grupo terrorista internacional.

Para que o diálogo possa existir entre Israel e o Hamas, três condições são fundamentais: o reconhecimento pelo Hamas do Estado de Israel, o compromisso de dar seguimento a acordos previamente estabelecidos entre Israel e os palestinos em gestões anteriores e o final da violência. Em nenhum destes pontos houve qualquer sinalização positiva. Muito pelo contrário, pois o Hamas insiste num ponto único, a destruição do Estado de Israel.

As últimas semanas foram marcadas por disparos permanentes de morteiros e foguetes contra civis israelenses. As tentativas de diálogo para que isso fosse interrompido se revelaram absolutamente infrutíferas. Frente a esta situação, Israel não teria alternativa que não a de defender seus cidadãos e exigir que seus vizinhos tenham um comportamento de convívio adequado.

Muitos argumentam que existiriam alternativas não militares para Gaza. De fato, concordamos com isto, desde que os próprios palestinos que ali vivem decidam entre querer um convívio de diálogo e de mútua aceitação ou se preferem uma postura beligerante e extremista como a do grupo terrorista Hamas, que prega a destruição do Estado judeu.

Desejamos que o diálogo seja imediatamente restabelecido e a paz alcançada. Entretanto, não podemos aceitar passivamente que atitudes que preguem destruição de um Estado, sejam elas menores ou maiores, continuem a ser responsáveis pela morte de civis, como vi acontecendo. Israel, assim como todas as nações, tem absoluto direito de se defender.

Claudio Lottenberg - Presidente CONIB

2 comentários:

Anônimo disse...

a é entao leia meu caro nao faça vista grossa e nao me chame de antisemita porque nao questiono a existencia de Israel,mas o que esta acontecendo hoje!

mesmo entre os israelenses há quem acuse Israel de promover um genocídio na região, como é o caso do historiador israelense e ex-chefe do Departamento de Ciências Políticas da Universidade de Haifa, Ilan Pappé. O historiador confirma que, no dia 23 de dezembro de 2008, o Hamas havia se comprometido com a trégua, desde que o bloqueio econômico a Gaza fosse suspenso. No dia 26 de dezembro, o governo de Israel autorizou, temporariamente, a entrada de suprimentos em Gaza. Traiçoeiramente, no dia seguinte, 27 de dezembro, iniciou o bombardeio.

Conta-se que em um intervalo de quatro minutos, mais de cem bombas foram disparadas contra mais de cem alvos do Hamas. Os ataques começaram às 11h30, com as ruas cheias, o que evidencia a intenção de matar o maior número possível de pessoas. Ao final daquele primeiro dia de bombardeios contavam-se 200 mortos e 700 feridos. A força aérea israelense havia destruído casas, hospitais, universidades, escolas, prédios públicos, mesquitas, redes de água e os túneis por onde passavam a comida e os remédios. No dia 3 de janeiro, Israel iniciou o ataque por terra, para completar o holocausto numa chamada "Operação Chumbo Grosso".Meses atras um mesmo oficial reservista chamou assim mesmo estas açoes contra aglomerados humanos!

Bruno disse...

Prezado Anônimo

De antemão já te sinto mais razoável que a maioria, por não desconsiderar o direito de Israel existir.

Uma crítica à política externa de Israel é muito bem-vinda (por vezes é apresentada pelos próprios colaboradores do M.O.I.S.H.E.-H.E.S.S) e esteja certo que muitos dos integrantes do movimento estão condenando a ofensiva sob critérios estritamente humanitários.

Uma observação: de uma maneira geral nós integrantes do M.O.I.S.H.E.-H.E.S.S. evitamos usar o termo "genocídio" por entender que mesmo tragédias militares ocorrem em qualidades e quantidades diferentes, e bem ou mal, há minimamente um estado de beligerância entre Hamas e Israel, então não há de se falar de um extermínio sistemático de uma parte sem defesa (ainda que se possa considerar as defesas palestinas precárias; o Hamas nunca renunciou à guerra, nem boa parte das organizações sediadas em Gaza). O uso da palavra genocídio deve ser cuidadoso, pois o caráter ilustatrativo da hipérbole quase sempre acarreta uma banalização do termo que acaba por descaracterizar a expressão por completo. As mortes de palestinos são terríveis mas não podem sob qualquer parâmetro argüir equivalência a casos inequívocos de genocídios, como o genocídio de Cartago na Terceira Guerra Púnica (100% da população), da Tasmânia de 1803 até 1876 (100%), da Namíbia entre 1904-1907 (80% dos Herero e 50% dos Namaqua), dos armênios no Império Otomano em 1915 (um milhão de civis), durante o nazi-fascismo (seis milhões de judeus), durante o governo do Khmer Rouge (1,7 milhões de cambojanos), durante o Terror Vermelho Etíope de 1977-1978(500,000 civis), invasão do Timor Leste em 1975-1978 (200,000 civis).

Acho válido postarmos um artigo discutindo a essência do genocídio, com o objetivo de ressaltar a importância de não banalizar o termo. Mil mortes são mil tragédias, algo como as mil mortes de favelados cariocas nos últimos dez anos, que ninguém tem chamado de genocídio.