domingo, 28 de outubro de 2007

42 Anos da Autocrítica da Igreja Católica













JUDEUS NUNCA MATARAM JESUS
"NOSTRA AETATE" CELEBRA ANIVERSÁRIO DE RECONCILIAÇÃO COM POVO JUDEU: FOI O FIM DE 1900 ANOS DE CONDENAÇÃO INJUSTA
ATRAVÉS DO ESFORÇOS DO PAPA JOÃO XXIII E DO PAPA PAULO VI, COMO DO CORPO ECLESIAL DA IGREJA CATÓLICA DA ÉPOCA, FOI RECONHECIDO QUE OS JUDEUS NUNCA FORAM OS CARRASCOS DE JESUS DE NAZARÉ, PONDO FIM A UMA CONDENAÇÃO ABSURDA QUE NOS VALEU POR PARTE DE AUTORIDADES CLERICAIS A ANTIPATIA E O ANTI-SEMITISMO DE QUEM TERIA MAQUIAVELICAMENTE MASSACRADO AQUELE QUE PROS CATÓLICOS SERIA O MASHIACH

O Concílio Vaticano II começou em 1962, no pontificado do Papa João XXIII e terminou em 1965, no pontificado de seu sucessor, Paulo VI. A Igreja Católica entrou uma no Concílio e saiu outra em apenas três anos. Se pegarmos os cinco anos do pontificado de João XXIII mais os dois anos até o fim do Concílio II, tivemos os sete anos mais intensos e revolucionários no Ocidente na Idade Contemporânea. Dentre as muitas e muito intensas mudanças protagonizadas pelo Concílio II tivemos um divisor de águas na História do Ecumenismo que foi a encíclica "Nostra Aetete". A partir dela nunca mais a Igreja Católica se referiu a morte de Jesus como trama arquitetada por judeus e é bom que se diga de passagem que qualquer clérico católico que insistir nesse absurdo está em descompasso com a própria hierarquia da religião que ele segue.

Como todo processo revolucionário, o pontificado de João XXIII não foi uma unanimidade logo de cara. Sua assessoria tem o mérito de ter implementado uma política revolucionária tão bem aceita, considerando o quão impactante ela foi. Esses esforços permitiram que a Igreja Católica superasse os grilhões do conservadorismo com relativo sucesso. Não se alterou fundamentalmente os marcos da sociedade russa com a Revolução Bolchevique porque algumas de suas formas de opressão foram praticadas pelos protagonistas das mudanças. Muitas cabeças tiveram que rolar porque a população russa não estava preparada para assimilar todos os enfrentamentos dessa política de rupturas. Sem culpar os bolcheviques pelos descaminhos da guerra revolucionária, o fato é que a inexistência de um debate aprofundado e longamente desenvolvido nos diversos segmentos da sociedade exigiu da ruptura um sacrifício incalculável. Graças a João XXIII e Paulo VI, quando os cátólicos embarcarem na ruptura, uma quantidade menor de sacrifício será feito porque o terreno já está preparado para uma tomada de consciência planetária para os católicos assumirem um papel na transformação--e graças a "Nostra Aetete", eles esta~rão do lado dos judeus quando o momento chegar.

Mas nem tudo são flores. Grupos como a T.F.P., que infiltraram suas ideologias reacionárias no seio da comunidade católica ainda não aceitam praticamente nenhuma das revoluções que João XXIII apresentou para o catolicismo. Uma outra religião de doutrina cristã, chamada de "Sagrada Família" nasce especificamente através de uma ruptura com "Nostra Aetete". O caráter anti-anti-judaico da encíclica é justamente o que irrita esses dissidentes que não coseguem aceitar uma Igreja Católica que não responsabilize os judeus (e SÓ os judeus, diga-se de passagem) pela morte de Jesus de Nazaré. O Papa Paulo VI tem fibra, coragem e coração para dar continuidade ao concílio Vaticano II em todo o seu afã libertador, e com a promulgação de "Nostra Aetete" no dia 28 de outubro de 1965, no segundo ano de seu pontificado ele deixou bem claro que o anti-semitismo jamais poderia ser uma política da Igreja. Com isso, ele provocou a ira dos fundadores da "Sagrada Família" que optaram por um cisma com a Igreja pelo pior motivo imaginável.

A verdade é que segundo a tradição cristã, os judeus jamais poderiam ter se envolvido na morte de Jesus. Os cristãos crêem que Jesus foi condenado no Pessach, e que de fato a Última Ceia que tem um significado bem especial no Evangelho seria um jantar de Pessach. Não apenas a tradição judaica sempre proibiu qualquer procedimento judicial de ocorrer no Pessach, seja no sentido de investigação, condenação ou execução, nenhum tipo de esforço administrativo pode ser feito no Shabat, que começa na noite de sexta-feira--o que inclui a Sexta-Feira Santa, o Dia da Paixão, em que Jesus fora crucificado. Inclusive os grandes historiadores do período, como Flávio Josefo, registram que de fato Jesus morreu crucificado, o que corresponde a uma forma de execução tipicamente romana, o que inclusive desmonta a teoria de que sua execução fora exigida pelo povo judeu contra a vontade do oficial romano Pôncio Pilatos. Nunca na história romana a crucificação foi implementada sem uma decisão expressa das autoridades romanas, então é impensável que uma única vez essa prerrogativa fosse entregue á população---quanto mais uma população que nem romana era!

4 comentários:

Antonio. disse...

Este documento é ridículo.

Os judeus mataram sim Jesus,veja os discursos de S.Pedro nos Atos dos Apóstolos e as ultimas palavras de S.Estevão antes de ser morto por outros sequazes.

Adimitir o contrário é apostatar.

Antonio disse...

Sem contar que eu creio que você interpretou errado o documento:

''Ainda que [[as autoridades dos judeus e os seus sequazes urgiram a condenação de Cristo à morte]] (13) não se pode, todavia, [[imputar indistintamente a todos os judeus que então viviam]], nem aos judeus do nosso tempo, o que na Sua paixão se perpetrou.''

Não diz que os judeus não tiveram culpa NENHUMA,não diz que NENHUM judeu foi responsável pela morte de Cristo...isso não.

O fato é que houve SIM judeus que impulsionaram a morte de Jesus Cristo,isso é inegável,está na Biblia.

se quiser fazer uma réplica: aequitasx@hotmail.com

Anônimo disse...

deve ser da opus dei este cara ai de cima

aequitas...latim perfeito ,sabe sr teologo...

Jorge Criciuma

Anônimo disse...

É só perguntar a quem interessava o crime e vemos que não foram os judeus que mataram Jesus.
Jesus era um líder judeu, do povo judeu.
O crime interessava aos romanos que se sentiam ameaçados pela liderança de um homem do povo pobre judeu. Ou seja da maioria.
Hoje a quem interessa a guerra entre palestinos e judeus ? Ao sistema capitalista, agora em sua fase imperialista.
Não sou judia,mas acho Jesus um memorável judeu e o admiro por ter consolidado tantos ensinamentos de solidariedade e comunhão entre os humanos,ensinamentos esses que já vinham de milênios. O Taoísmo já pregava o amor e a paz.E todos os grandes ensinamentos religiosos e filosóficos seguem nesse rumo.
Maria Lucia